A polícia teve Kapiev como alvo num "processo crime por extremismo" devido à publicação de livros "que abordam temas LGBT", disse Yekaterina Kozhanova, diretora de comunicação da Eksmo, à agência de notícias AFP.
O diretor financeiro, o chefe de distribuição e o vice-diretor comercial da empresa também foram interrogados, disse Kozhanova.
A emissora Ren-TV informou que a Eksmo é suspeita de comercializar extraoficialmente livros, incluindo romances, que promovem "propaganda gay" para jovens russos.
A Eksmo entrou na betlinda, quando as autoridades disseram que "propaganda LGBT" havia sido "detectada" em livros publicados por sua subsidiária Popcorn Books, e prenderam vários membros de sua equipe.
Livros que demonstram aprovação às relações entre pessoas do mesmo sexo são proibidos na Rússia há mais de 10 anos
A perseguição a indivíduos, organizações e comunidades LGBTQ+ intensificou-se na última década, à medida que o Kremlin exalta os “valores tradicionais” campanha que incluiu uma repressão a filmes, livros, arte e cultura, entre outras áreas da vida social
Os produtores culturais enfrentam uma pressão significativa, mesmo quando se concentram em gigantes da cultura russa. Biografias de Mikhail Bulgakov, autor de O Mestre e Margarida, e do poeta, ator e cantor Vladimir Vysotsky precisam ser acompanhadas de avisos, pois são vistas como promoção do uso de drogas.
Em 2023, a Suprema Corte da Rússia decidiu que os ativistas lgbtp deveriam ser considerados extremistas e proibiu as atividades do “movimento LGBTQ internacional”.
Os tribunais aplicaram multas e penas de prisão a pessoas que exibiam "símbolos" LGBTQ, como roupas, joias ou cartazes com a bandeira do arco-íris.
Entre 49 países europeus, a organização Rainbow Europe classificou a Rússia como o terceiro país de pior tolerância às pessoas LGBTQ+.