Claro que os passoscoelhistas à JMTavares fogem a sete pés dessas comparações. Fogem pois de um dos mais importantes mitos de Portugal que têm como raiz o popular Gonçalo Anes Bandarra

Por isso hoje se escondem num europeismo muito estadunidense… Mas relembremos a dita homossexualidade de Sebastiao um tema histórico repetidamente debatido, a partir de  indícios sugeridos por cronistas da época e historiadores modernos, baseando-se na sua constante recusa em casar, na aversão a mulheres e nos relatos de comportamento próximo com homens, nomeadamente um episódio relatado por Bernardo da Cruz que sugere um envolvimento com um escravo que assim é relatado,

“No entanto, há quem atribua a falta de descendência do rei não ao fato de ter ficado impotente, mas por ser homossexual.

O cronista português Bernardo da Cruz, relata em sua Crônica d’el rei D. Sebastião, que um dia, em plena caçada no Alentejo, os nobres que acompanhavam o rei ouviram barulho e foram ver o que se passava.

Encontraram, então, no meio do bosque, D. Sebastião abraçado a um escravo negro, que tinha fugido de uma propriedade na noite anterior.

Ouviram da boca do monarca a justificação de que pensava ter agarrado um javali, porque já estava escuro.

Como D. Sebastião ele era caçador e sabia distinguir um javali de uma pessoa, fica-se a dúvida, se ele de fato mentiu ou se referiu a um escravo como um animal.

https://ensinarhistoria.com.br/homossexualidade-e-outros-pecados-na-corte-portuguesa/

Outras teorias sugerem que o rei poderia ser impotente, devido a doenças contraídas na infância, provocado por um ato de pedofilia

A falta de provas diretas e o contexto da época tornam a questão, para muitos historiadores, uma hipótese plausível, mas não uma certeza absoluta documental.

O certo é que é bem plausivel que a teimosia na invasao do norte fe Africa passe pela sua afirmação

O rei Sebastião, profundamente influenciado pelos ideais de cavalaria e fervor religioso, decidiu liderar uma expedição militar a Marrocos para restaurar Muhammad al-Mutawakkil ao poder.

Ora este sultão Muhammad al-Mutawakkil, deposto pelo sultão Abd al-Malik, com o apoio do Império Otomano, e que fugiu para Portugal em busca de assistência para recuperar seu trono gerou em Sebastial o anseio para uma cruzada contra o governante muçulmano e uma chance de aumentar sua reputação e expandir a influência portuguesa no Norte da África.

Ora o Império Otomano durante o reinado de D. Sebastião (1557-1578) edtsvs  no auge do seu poder e expansão, sendo  uma superpotência tri-continental que ameaçava diretamente os interesses portugueses, tanto no Norte de África como no Oceano Índico.

Esta época foi marcada pela transição do governo de Solimão, o Magnífico, para Selim II, continuando a expansão territorial e a hegemonia naval

Apesar dos avisos de seus conselheiros e do estado precário do reino português a campanha vista como uma forma de unir a nobreza portuguesa e reafirmar o status de Portugal como uma potência cristã dominante avançou contra tudo e todos

Um relato anónimo sobre a Batalha de Alcácer Quibir (4 de Agosto de 1578) descreve o confronto no Marrocos como um desastre rápido e avassalador, onde o exército de D. Sebastião foi cercado e aniquilado em cerca de hora e meia, havendo outros relatos no entanto que apresentam uma duraçao de 4 horitas à bataha!

Abaixo deixamos ums visao heroica da presença portuguesa na refrega!

Na verdade a Batalha dos Três Reis ou de Alcacer Quibir foi o culminar de um conjunto complexo de circunstâncias envolvendo o expansionismo português, as lutas dinásticas em Marrocos e a política de poder europeia.

Em meados do século XVI, Portugal era uma potência marítima líder, com um vasto império de feitorias comerciais e nao de territorios que se estendia da América do Sul à Ásia.

Alias o reino também enfrentava desafios internos, incluindo a falta de um herdeiro claro ao trono.

Sebastiao apostou tudo nesta invasao e juntou uma força expedicionária portuguesa era formidável, composta por cerca de 20.000 soldados, incluindo regulares portugueses, mercenários estrangeiros e um contingente de tropas espanholas.

O exército estaria  bem equipado e apoiado por artilharia, refletindo as capacidades militares de Portugal na época.

O rei Sebastião decidiu liderar  pessoalmente a expedição, refletindo seu desejo de glória.

Do lado marroquino, o sultão Abd al-Malik mobilizou um grande e bem organizado exército para defender seu trono composto por  forças que incluíam tribos locais, soldados profissionais e unidades fornecidas pelo Império Otomano, que via o conflito como uma oportunidade para afirmar sua influência no Norte da África.

Abd al-Malik, apesar de estar com a saúde debilitada, assumiu o comando de seu exército, determinado a proteger seu governo e repelir a invasão portuguesa.

O terceiro rei envolvido na batalha foi Muhammad al-Mutawakkil, o sultão deposto, que esperava recuperar seu trono com o apoio português.

No entanto, seu papel na batalha foi secundário, pois a verdadeira luta pelo poder era entre o rei Sebastião e o sultão Abd al-Malik.

A batalha ocorreu nas proximidades da cidade de Alcácer-Quibir, perto do rio Wadi al-Makhazin, que mais tarde daria nome ao conflito.

Na manhã de 4 de agosto de 1578, os dois exércitos se enfrentaram em uma confrontação decisiva.

O rei Sebastião, confiante em suas forças e ansioso pela batalha, ordenou um ataque imediato.

No entanto, as forças portuguesas logo se viram ultrapassadas pelo exército marroquino, que usou o terreno a seu favor.

As forças marroquinas, bem familiarizadas com a paisagem, lançaram uma série de ataques coordenados, cercando o exército português e cortando suas rotas de fuga transformando a batalha numa derrota devastadora para os portugueses.

Os relatos apontam para um  Sebastião que lutou bravamente, mas acabou morrendo no campo de batalha, junto com muitos de seus nobres e soldados. Sua morte marcou o fim da batalha e o início de um período de crise para Portugal.

O sultão Abd al-Malik também morreu durante a batalha, supostamente de causas naturais agravadas pelo estresse do conflito.

No entanto, sua morte foi ocultada por seus comandantes para evitar a perda de moral do exército marroquino.

A notícia de sua morte foi revelada apenas após a vitória, garantindo seu lugar na história como o vencedor de Alcácer-Quibir.

Muhammad al-Mutawakkil, o terceiro rei, morreu afogado enquanto tentava fugir do campo de batalha, marcando o fim de seu breve e tumultuado reinado.

A Batalha dos Três Reis teve consequências profundas para Marrocos e Portugal.

Para Marrocos, a vitória solidificou o controle da dinastia Saadiana sobre o país e marcou o início de um período de relativa estabilidade sob o sultão Ahmad al-Mansur, irmão de Abd al-Malik. Ahmad al-Mansur, que assumiu o trono após a batalha, tornou-se um dos governantes mais famosos de Marrocos, conhecido por suas habilidades diplomáticas, campanhas militares e pela construção do grandioso Palácio El Badi em Marrakech.

Para Portugal, a batalha foi uma catástrofe.

A morte do rei Sebastião sem um herdeiro levou a uma crise dinástica, conhecida como “Crise de Sucessão”, que culminou na União Ibérica com  em 1580, o rei Filipe II da Espanha a reivindicar a coroa portuguesa, unindo os dois reinos sob o domínio espanhol pelos próximos 60 anos o que  enfraqueceu significativamente a influência global de Portugal e marcou o início do declínio de seu império.

Deste desastre nasce o mito do Sebastianismo, pois segundo a crença popular, o rei Sebastião não morreu em Alcácer-Quibir, mas retornaria um dia para restaurar Portugal à sua antiga glória tema central da  literatura e do folclore português,

Principais detalhes de um relato anónimo da época do desastre de Alcacer Quibir

  • A Emboscada: O exército, após marchar exausto pelo calor, foi apanhado numa armadilha no vau do rio Makhazen, após ignorar avisos sobre minas e barris de pólvora.
  • O Combate: A batalha durou pouco tempo, com os mouros a cercarem as tropas portuguesas e se  inicialmente organizados, os soldados desmoronaram quando a cavalaria inimiga desfez as fileiras.
  • O Fim de D. Sebastião: O relato menciona ter visto o rei pelejar corajosamente, ferido num braço, antes de desaparecer no caos, sem apoio dos seus generais com relatos contraditórios sobre se foi morto ou capturado.
  • A "Jornada de África": Alguns relatos, como a Jornada de África del Rey D. Sebastião, escrita por um autor anónimo (por vezes referido como um "homem africano"), oferecem uma visão interna da má preparação e das opções arriscadas tomadas.
  • Consequências: A morte do rei sem herdeiros levou à crise de 1580, resultando na união ibérica e no domínio espanho

A Batalha dos Três Reis marcou o fim das ambições portuguesas no Norte da África e a consolidação da soberania marroquina sob a dinastia Saadiana.

O legado da batalha continua a ser sentido hoje, especialmente na forma como moldou as narrativas históricas e as identidades nacionais de ambos os países.

Em Marrocos, a vitória em Alcácer-Quibir é celebrada como um símbolo de resistência contra a invasão estrangeira e da força da liderança marroquina.

Em Portugal, a batalha é muitas vezes vista como um momento trágico, mas definidor, na história da nação. A derrota em Alcácer-Quibir marcou o fim de uma era de exploração e conquista, forçando Portugal a enfrentar os limites de seu poder.

 

Cavaleiro do Tempo

YouTube • 07/08/2024