Apesar de uma desaceleração gradual, a RPChina tem a liderança sólida focada no mercado interno robusto, na cadeia industrial completa e numa forte presença no comércio global.
Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 14,52%, ainda como potência central, mas com um peso relativo ja em declínio face às economias emergentes.
Entretanto é a Índia, que se destaca a concentrar 8,73% da economia mundial, consolidando-se como a terceira maior economia do planeta.
A combinação entre demografia favorável, expansão industrial e crescimento do consumo interno sustenta a ascensão indiana no longo prazo.
A Rússia apesar do cerco internacional ocupa a quarta posição, com 3,35% do PIB global, à frente de todas as grandes economias europeias.
O resultado evidencia a capacidade do país de reorganizar sua economia apesar das sanções ocidentais, ampliando laços comerciais com a Ásia, o Oriente Médio e o Sul Global.
Entre as economias tradicionais, Japão (3,16%), Alemanha (2,89%), França (2,12%) e Reino Unido (2,10%) continuam a ser relevantes, mas com participação cada vez menor no PIB mundial, reflexo de baixo crescimento, envelhecimento populacional e limitações estruturais.
Dois países do Sul Global reforçam a mudança de eixo econômico: a Indonésia, com 2,44%, e o Brasil, com 2,35%, figuram entre as dez maiores economias do mundo.
No caso brasileiro, o desempenho reflete o peso do mercado interno, do agronegócio e a maior integração com os países do BRICS.
Esta visao dos dados do FMI mostram um século XXI marcado pela consolidação de um mundo multipolar, no qual o protagonismo economico se desloca de forma acelerada para a Ásia e o Sul Global.