Dizem-nos que a sessao da AR sobre o 25.11, ridícula desde o inicio, impôs-se à direita num Abril 'contra' Novembro, em cravos 'contra' rosas!

E não posso deixar passar este texto

“Pacheco de Amorim é o autor de um conhecido hino de extrema-direita, o Ressureição, escrito durante o tempo que passou na capital espanhola: “E já ardem bandeiras vermelhas/ Nos campos há gritos de guerra / Nas trevas da noite há centelhas / Das Rosas em festa da terra””, para percebermos a guerra rosas fascistas contra cravos da Liberdade!  ( esquerda.net)

Porque os fascistas nao fazem ponto sem nó!

E a luta de classes tambem vive em luta ideologica e simbolica e o cravo é em Portugal o simbolo de abril e a rosa branca é sinal

Ao que parece  as Esquerdas todas as presentes no hemiciclo lembraram pouco os  assassinados pelos ELP/MDLP/Maria da Fonte e os seus ataques a sedes de partidos das Esquerdas!

Ah as Esquerdas tambem erraram em 1974/75 e em vez de questionarem ( houve quem o fizesse na AEPPA, Associação dos Ex Presos Politicos Antifascistas) porque raio os pides os legionarios e seus informadores nao eram rigorosamente julgados e condenados cometeram erros com absurdas prisões arbitrárias!

Circunstância ue a direita usa para se esconder por detras desse biombo de falso papel de seda!

Em especial porque nao levantar as responsabilidades de cada um dos movimentos fascistas,

Movimento Maria da Fonte ou Plano Maria da Fonte uma organização terrorista portuguesa de fascista.

Ativa na zona do Minho, foi responsável por assaltos e a destruição de sedes de partidos de esquerda, sobretudo as do Partido Comunista Português (PCP).

Esta organização seria "o braço armado da Igreja nortenha contra as forças de esquerda" e era liderada pelo jornalista Paradela de Abreu, o major Sanches Osório, o empresario Jorge Jardim e o cónego Eduardo Melo Peixoto, este dob a orientação do Arcebispo de Braga D. Francisco Maria da Silva.

Era apoiada por alguns empresários do Norte que financiaram o movimento.

O objectivo do Movimento Maria da Fonte, seria o de "preparar o povo para a guerra civil".

 

O Movimento Democratico para a Libertaçao de Portugal  vindo de ex-militantes de vários partidos de extrema-direita ilegalizados depois da primeira tentativa de golpe contrarrevolucionário, no 28.09.74, como  do Movimento Federalista Português. José Miguel Júdice, Fernando Pacheco de Amorim, Diogo Pacheco de Amorim, José Valle de Figueiredo, António Marques Bessa, Manuel Queirós Pereira são disso exemplo será o grupo com maior impato e terá tido uma maozinha no assassinato de entre outros Francisco Sá Carneiro, Lider do PPD/PFS/AD, Amaro da Costa, co-lider do CDS/AD

No livro Quando Portugal Ardeu, o jornalista Miguel Carvalho escreve que “os vários ‘exércitos’ da contrarrevolução, alguns avulsos, foram responsáveis por 566 ações violentas no país entre maio de 1975 e abril de 1977, uma média de 24 atos de terrorismo por mês, quase um por dia, causando mais de 10 mortes e prejuízos incalculáveis no património de vítimas e instituições”.

“Os partidos de esquerda, como o PS, com o PCP à cabeça, foram os alvos preferenciais de quase 80% das bombas incendiárias, espancamentos, apedrejamentos e atentados a tiro”, acrescenta o autor.

( Esquerda.net) Mas ha que nunca esquecer que a 2 de abril de 1976, o padre Max, Maximino Barbosa de Sousa, de 32 anos, e a estudante Maria de Lurdes Correia, de 18 anos, foram assassinados num atentado à bomba em Cumieira, concelho de Vila Realassassinzto prepertrado sob alegadamente as ordens de um bispo e um conego.

23 anos depois, na sequência de um longo processo judicial, a Justiça atribuiu as responsabilidades ao MDLP, o que duvidamos, sem, no entanto, condenar nenhum dos executantes ou responsáveis.

O padre Max, era alvo de inúmeras ameaças, pois dabia denunciar os abusos dos patrões, as ações da extrema-direita e as ligações destes à Igreja Católica.

Vinte dias após o assassinato do padre Max, a 22 de abril, dois cubanos, Adriana Corço Callejas e Efrén Monteagudo Rodríguez, morreram num atentado terrorista contra a Embaixada de Cuba em Lisboa, e mais de uma dezena de pessoas ficaram feridas.

O crime foi reivindicado pelo Movimento Anticomunista Português (MAP), que mantinha ligações com o MDLP.

Já a 21 de maio de 1976, um ataque bombista dirigido ao operário têxtil e sindicalista António Teixeira vitimou a sua esposa, Rosinda Teixeira, em São Martinho do Campo, Santo Tirso. O atentado, encomendado pelo comendador Abílio de Oliveira, um dos maiores industriais têxteis da região, foi da autoria de três operacionais, entre eles Ramiro Moreira, membro do MDLP. Ramiro Moreira foi condenado a 21 anos de prisão, mas fugiu para Espanha sem cumprir a pena. Regressou a Portugal, anos mais tarde, graças a um indulto assinado em 1991 pelo presidente da República Mário Soares.

O principal objectivo do ELP,

Exercito de Libertação de Portugal, era lutar contra os movimentos de esquerda do pós-25 de Abril de 1974, entre eles  o COPCON (Comando Operacional do Continente) e a LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária).

Combatia claro o MFA por defender que este não representava o exercito.

A sua primeira acção foi o assalto, destruição e posterior incêndio da sede do MDP/CDE em Bragança, no dia 26 de Maio, o Centro de Trabalho do PCP, de Fafe, em 12 de junho.

A 16 de junho seria a sede da UDP em AVer-o-Mar, na Povoa do Varzim.

Iníciaram o Verão Quente de 1975 durante o qual foram incendiadas mais de 100 sedes partidárias, a maioria do Partido Comunista Português e de outros partidos de esquerda e atençao variam os números com  Jorge Sarabando a denunciar 566 acções como,

  • 310 atentados bombistas,
  • 136 assaltos,
  • 58 incêndios,
  • 36 espancamentos

Diego Palacios Cerezales comentou que, entre os 453 atentados que o PCP reclama ter sido alvo, mais de 70%, aconteceram na região Norte.

Um dos atentados pelo qual não se apurou quem foram os autores, se bem que o alvo é método operatório apontam para o ELP com apoio/instigação da CIA, é o ataque a Embaixada de Cuba em Lisboa a 22 de Abril de 1976.

A autoria de muitos atentafos foi confundida com outros movimento como o MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal) e o Movimento Maria da Fonte cujos objetivos no combate ao comunismo eram convergentes.

De facto, o ELP atuou em coordenação com o MDLP a partir de abril pelo que a distinção da autoria é desnecessária.

A Igreja a Norte, a partir de Braga e através do Conego Melo, foi um elemento catalizador da revolta, alimentada num sentimento anti-comunista que se foi alastrando a outros sectores da sociedade mas cujas acções vieram a reduzir-se substancialmente, a partir do 25 de Novembro de 1975.

É neste contexto que olhamos para a sessao da Assembleia da República que fez o teatro da divisao dos 50 anos do 25 de Novembro tal como a realizada em 2024.

A data é obviamente controversa. Tanta que o PCP não esteve  presente na sessão teatral, por considerar que se trata de uma deturpação histórica que visa menorizar o 25 de Abril.

De sessao de unidade tivemos uma sessao marcada por trocas de acusações e  de cravos vermelhos contra  rosas brancas.

( ver “poema” / hino fascista acima …)