De acordo com os relatos encaminhados à MRFF, um sargento — identificado apenas como suboficial — relatou que o comandante de sua unidade afirmou que duck Trump teria sido “ungido por Jesus” para iniciar um evento que levaria ao Armagedom.
O militar disse que a declaração foi feita durante orientações sos militares estadunidenses .
Segundo o depoimento encaminhado à organização, o comandante afirmou que Trump havia sido “ungido por Jesus para acender o sinal de fogo no Irão para causar o Armagedom e marcar seu retorno à Terra”.
O mesmo militar relatou ainda que a liderança teria orientado os soldados a transmitir essa interpretação religiosa às tropas. Em seu relato, ele afirmou que o comandante disse que o conflito seria “parte do plano divino de Deus”, citando passagens do Livro do Apocalipse relacionadas ao Armagedom e ao retorno de Jesus Cristo.
O suboficial, cuja identidade foi preservada pela MRFF, declarou que escreveu a denúncia em nome de outros 15 militares de sua unidade, entre eles 11 cristãos, um muçulmano e um judeu.
Segundo ele, os soldados estão fora da zona direta de combate no Irão, mas permanecem em status de apoio pronto, o que significa que podem ser mobilizados a qualquer momento.
No documento enviado à organização, o militar afirmou que os comentários de seu comandante “destroem o moral e a coesão da unidade e violam os juramentos que fizemos de apoiar a Constituição”.
Um funcionário da Casa Branca negou que comandantes estejam dando ordens com base em interpretações religiosas sobre o fim dos tempos.
De acordo com o representante do governo, os objetivos da guerra são militares e estratégicos: destruir os mísseis iranianos, enfraquecer a indústria de armamentos do país e neutralizar sua marinha.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre as denúncias.
A presença de discursos religiosos em ambientes ligados ao governo não se limita ao campo de batalha.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, identificado como cristão renascido, realiza encontros mensais de oração no Pentágono e participa de estudos bíblicos semanais na Casa Branca.
Essas reuniões são conduzidas por um pastor que defende que Deus abençoa aqueles que apoiam Israel.
A conselheira espiritual de longa data de Donald Trump, Paula White, também defende essa posição e há décadas incentiva cristãos a “ficarem ao lado de Israel”.
Outras lideranças religiosas próximas ao círculo político de Trump também associaram o conflito atual a interpretações proféticas. Em culto realizado no domingo, o pastor John Hagee afirmou a seus fiéis que os acontecimentos indicariam a proximidade do chamado “fim dos tempos”.
“Profeticamente, estamos exatamente no momento certo. As sirenes estão soando e profecias escritas há milhares de anos estão entrando no palco do mundo”, declarou.
A crise no Oriente Médio intensificou-se após uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei no sábado, durante um ataque aéreo. A ação ampliou drasticamente a instabilidade regional.
Após o episódio, forças iranianas passaram a lançar mísseis e drones contra embaixadas e bases americanas na região, além de alvos em Israel e em aliados árabes dos Estados Unidos, como Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Inicialmente, Donald Trump afirmou que a guerra poderia durar entre quatro e cinco semanas. Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos declarou que o conflito pode se estender por um período “muito mais longo”, diante da escalada militar em curso no Oriente Médio.
Para os que nao sabem ou nao se lembram o Armagedom, do hebraico Har Megiddo (Monte de Megido), é descrito na Bíblia (Apocalipse 16:16) como o local simbólico da batalha final entre as forças do bem, lideradas por Jesus Cristo, e as forças do mal. Representa o juízo divino, a destruição da iniquidade e o início de uma nova era de paz, não a destruição total da Terra.
Significado Literal: O "Monte de Megido" situa-se no norte de Israel, uma região historicamente palco de inúmeras batalhas importantes.
Significado Bíblico: É a "guerra do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso". A narrativa simboliza a derrota definitiva do Anticristo e do mal por Jesus, resultando na restauração e num governo divino.
Conceito Popular : Frequentemente associado a um cenário de catástrofe global, apocalipse ou guerra nuclear final.
Perspetiva Bíblica/Teológica: A batalha será uma união mundial contra Deus e a Bíblia não indica uma data exata para este evento.