Mais de 20 ministros devem deixar seus postos para disputar as eleições neste ano, inclusive o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que deve ser substituído por Dário Durigan. Em dezembro de 2025, Haddad afirmou que não será candidato em 2026, mas que deve (sair do cargo para ajudar Lula na campanha presidencial pela reeleição. Ainda assim, o ministro é visto na corrida para cargos eletivos em São Paulo ─ senado ou governo do Estado.
Ele também é apontado dentro do Partido dos Trabalhadores como um dos quadros para sucessão política de Lula em 2030.
A expectativa nos bastidores é de que as substituições na Esplanada ocorram pouco a pouco, até abril, por conta do prazo da disputa eleitoral.
Pela legislação, ministros que pretendem disputar as eleições precisam se desincompatibilizar até abril, o que já movimenta os bastidores de Brasília.
“A relação com o Congresso é de diálogo permanente. Há divergências, mas há também convergências importantes. O governo não abre mão de suas prioridades, mas entende que elas precisam ser debatidas dentro da institucionalidade”, afirmou.
No campo economico, Gleisi realçou que o Executivo pretende sustentar a narrativa de recuperação do país após anos de instabilidade.
Ela citou a sequência de crescimento do PIB, a queda da inflação, o aumento do investimento estrangeiro e a aprovação de medidas de justiça tributária como resultados que fortalecem a posição do governo nas negociações legislativas.
A ministra também apontou que temas ligados ao mundo do trabalho devem ganhar centralidade no debate político em 2026.
Propostas como a revisão da escala 6×1 e a regulamentação das plataformas digitais respondem a mudanças estruturais no mercado de trabalho e dialogam com demandas sociais reprimidas. “Não se trata apenas de economia, mas de qualidade de vida e dignidade para quem trabalha”, disse.