O gestor negou a circulação da equipa, por entender que não houve, nem identificação, nem comunicação, apesar de Ivandro Massingue defender o contrário.
“Por isso, quando cheguei aqui, fui e perguntei onde é a secretaria, pois agora iria à secretaria para pedir falar consigo. A primeira coisa que eu fiz quando cheguei aqui foi perguntar quem é o responsável.”
Aliás o Podemos pretendia verificar denúncias de mau atendimento no Centro de Saúde em causa, que levantou a seguinte questão: afinal, quais são os direitos e deveres que assistem a um Deputado.
O Regimento da Assembleia da República, instrumento que orienta a actividade dos deputados, no seu artigo 10, sobre Poderes do Deputado, diz:
É baseado neste e noutros artigos que o Podemos se dirigiu àquela instituição de saúde para fiscalizar.
Ora, porque o representante do povo tem, também, deveres, o mesmo instrumento obriga a:
No geral, a Constituição da República confere à Assembleia da República o poder de fiscalizar toda a actividade do Governo e da Administração Pública, o que inclui, no caso em apreço, os hospitais públicos.
Ou seja, é legítima a presença de representantes do povo naquela instituição.
Diante do cenário, o partido Podemos posicionou-se, primeiro, através de uma nota partilhada pelo Presidente do Partido, Albino Forquilha, na qual ressalva a legitimidade da fiscalização parlamentar, porém condena o autoritarismo e confrontação que marcou a actividade.