Mais cedo ou mais tarde, quer o admitam ou não, todos estes protagonistas serão co‑responsáveis pelo rumo que o país tomar.

Enquanto isso, o empresariado organiza-se com eficácia em todos os sectores de atividade. Do outro lado, o trabalhador por conta de outrem afasta-se das estruturas que historicamente o defenderam: sindicatos, movimentos laborais e até partidos democráticos. A pergunta impõe-se: porque está isto a acontecer?

Parte da resposta encontra-se nas próprias organizações que deveriam proteger os trabalhadores.

A UGT, que se apresenta como defensora dos direitos laborais, e dirigentes do Partido Socialista têm assumido posições que, na prática, favorecem oportunistas e exploradores.

A confiança perde-se quando quem devia representar os mais vulneráveis se aproxima demasiado dos interesses instalados.

Os dados confirmam o que muitos já sentem no bolso. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de um quinto dos trabalhadores recebe salários abaixo do limiar oficial da pobreza.

A realidade é crua: enquanto os capitalistas acumulam riqueza, os trabalhadores empobrecem.

E assim seguimos, entre discursos inflamados e promessas recicladas, votando — quase sempre — no mesmo de sempre.

 

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