Realçou as preocupações em todos os níveis, como a questão do sigilo, as próprias condições da população prisional, o excesso de prisão preventiva, a superlotação das cadeias, as dificuldades de alimentação entre  outras.

Para ele o foco deve estar virado às soluções, pois não é só a questão da população prisional, mas da eficiência na aplicação da justiça, uma vez que actualmente a moralidade pessoal ainda é um problema “grave”.

Urge tambem fortalecer a independência dos tribunais e  melhorar a qualidade dos operadores da área.

O acesso à justiça não pode ser confundido com o acesso aos tribunais, pois uma pessoa pode aceder a um tribunal e intentar uma acção, mas demorar.

Actualmente a justiça não é monopólio do Estado, pois há questões para dirimir conflitos que podem ser resolvidas fora dos tribunais estaduais, como a justiça arbitral e outros meios alternativos de resolução de litígios, carecendo de desenvolvimento.

José Luís Domingos acentuou como OAA está a apostar no projecto dos tribunais arbitrários, na fase final da legalização do primeiro sobre a égide da Ordem, que procuram instalar junto do conselho provincial e estão a ver a questão das infra-estruturas.

Fez saber que a Ordem conta com 14 mil advogados no país e a primeira aposta é a formação ética dos mesmos, pois um quadro sem deontologia profissional é um autêntico atentado à justiça.