Apesar de uma "falsa moderação" na intervenção do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, na sessão solene, o pacote laboral deste governo  "só agrada a um dos lados" da negociação o patronato !

Para o líder do Livre, a direita, por estar a "ver-se a perder a popularidade", e  tenta avançar apressadamente no máximo de que conseguir.

Rui Tavares alertou ainda para a necessidade de defender o sistema democrático, considerando que cabe agora aos jovens serem "guardiões da democracia".

A democracia é toda a gente contribuir para resolver os nossos problemas disse o deputado.

Os jovens foram citados  pela presidente da IL, Mariana Leitão, pois fiz ela que os mais novos "anseiam que haja mudanças concretas para que não sejam obrigados a sair" do país e possam ter uma vida melhor do que a geração que os antecedeu.

"Temos de ter essa responsabilidade de dar essas soluções e estar aqui é também uma demonstração de que queremos essa mudança”

Ela insistiu ainda na necessidade do Governo levar o debate  sobre a lei laboral para a Assembleia da República e elogiou claro o discurso do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, na sessão solene, afirmando que foi feito um alerta para "algo muito importante", a necessidade de a classe política "não se fechar em si própria" e não aderir a populismos.

Já o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, referiu igualmente a juventude, salientando a presença no desfile dos "filhos e netos da Revolução" que procuram "que cada uma das suas conquistas, cada um dos seus direitos, tenha expressão na sua vida".

Paulo Raimunfo defendeu a necessidade de cumprir a Constituição, como o direito à saúde, habitação e vida digna, e argumentou que "tudo isso é incompatível com o pacote laboral" apresentado pelo Governo.

O lider do PCP  disse que viu no discurso do Presidente da República, António José Seguro, uma referência à revisão da lei laboral, embora a questão não tenha sido diretamente mencionada pelo chefe de Estado.

Pelo BE, o coordenador José Manuel Pureza defendeu que Seguro só tem como opção "vetar o pacote laboral", se este for aprovado no parlamento.

"O pacote laboral é um contributo muito relevante para empobrecer a população trabalhadora, quer em termos de direitos, quer mesmo em termos de materiais", criticou.

A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, desejou que o 25 de Abril "continue bem vivo na memória e dia a dia dos portugueses" e referiu que a presença significativa de juventude na marcha "demonstra precisamente que há jovens que querem assegurar os seus direitos, as suas liberdades".

Sousa Real disse que viu no discurso de Seguro "vários recados" para o primeiro-ministro, acrescentando que isso "demonstra que tem estado atento às prioridades absolutamente erradas por parte deste Governo".

"Quando assistimos que as prioridades e as reformas que este país tem feito têm sido deitar abaixo bandeiras arco-íris, a lei das burcas, agora o pacote da reforma laboral, estamos a falar em retrocessos", criticou.

Latguissimos milhares  de pessoas estiveram  na  manifestação do 52.º aniversário do 25 de Abril na avenida da Liberdade, em Lisboa, com a presença de todas as gerações,e  cravos vermelhos.