Em comunicado, o presidente da autarquia, Paulo Silva, explica que apesar de esperar um apoio monetário do Governo para a reconstrução das infraestruturas danificadas pelas várias intempéries, decidiu, no imediato, alocar meios financeiros que estavam afetos a outras áreas para a reconstrução das infraestruturas danificadas pelas intempéries.

Esta medida leva ao cancelamento, em 2026, dos eventos Festival do Maio, Seixal World Music e Splash Seixal, os quais regressarão em 2027.

"Neste momento, a prioridade da Câmara Municipal do Seixal é reerguer aquilo que ficou destruído, e por essa razão decidimos utilizar as verbas que normalmente são utilizadas na realização de grandes eventos no concelho do Seixal para iniciarmos, enquanto não chega o esperado apoio governamental, as obras de reconstrução das várias infraestruturas danificadas, as quais são urgentes e muito necessárias para repor a normalidade na vida de todos nós", afirma  o autarca.

As intempéries das últimas semanas provocaram danos em infraestruturas escolares, desportivas, culturais e rodoviárias um pouco por todo o concelho do Seixal, o que levou o município a ativar o Plano Municipal de Emergência.

Paulo Silva adianta que o valor total dos prejuízos ainda não está totalmente fechado, mas estima que ronde os 15 milhões de euros.

O autarca faz um agradecimento público a todos os trabalhadores municipais pelo esforço contínuo na resolução das ocorrências registadas, garantiram  a segurança da população e a reposição gradual da normalidade nas áreas afetadas, assim como às forças de segurança e de proteção civil.

O concelho do Seixal foi um dos territórios da península de Setúbal onde as intempéries tiveram impacto, quer em infraestruturas públicas, quer em espaços privados, com o registo de várias inundações.

Na altura, questionado pela Lusa sobre como os moradores seriam ressarcidos pelos estragos causados pela inundação, o presidente da câmara do Seixal disse que o caso já tinha sido apresentado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo.

A Estrada Nacional 378, que liga os concelhos do Seixal e Sesimbra teve de ser cortada devido a inundações que provocaram também o colapso das bermas, obrigando a uma intervenção de emergência.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.