A partir de 2026, visitar os principais museus e centros de interpretação de Torres Vedras deixa de ter custos para o público.

A decisão, aprovada na Reunião de Câmara Pública de 20 de janeiro, estabelece a gratuitidade de entrada em vários equipamentos culturais municipais, consolidando uma política clara de democratização do acesso à cultura e valorização do património histórico e identitário do concelho.

Entre os espaços abrangidos pela medida contam-se o Museu Municipal Leonel Trindade, o Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, o Centro de Artes e Criatividade, o Centro de Interpretação das Linhas de Torres Vedras e o Centro de Interpretação da Comunidade Judaica de Torres Vedras. Estes equipamentos passam, assim, a estar totalmente acessíveis ao longo de todo o ano, sem necessidade de aquisição de bilhete.

A estes juntam-se outros espaços que já mantinham acesso gratuito e que continuarão a fazê-lo em 2026, como a Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras, a Fábrica das Histórias, o Centro de Interpretação da Azenha de Santa Cruz e o Centro de Interpretação do Castelo de Torres Vedras.

Segundo o município, esta iniciativa pretende não apenas remover barreiras económicas ao consumo cultural, mas também estimular uma relação mais próxima e contínua entre a comunidade e os seus espaços culturais. A gratuitidade surge como um convite explícito à fruição regular, à aprendizagem intergeracional e à redescoberta de narrativas locais que ajudam a compreender a história, a criatividade e a diversidade cultural de Torres Vedras.

Com esta decisão, a autarquia reforça o papel da cultura como bem público essencial, assumindo-a como um investimento estratégico na coesão social, na educação informal e na atratividade turística do território. Em 2026, o património de Torres Vedras estará, mais do que nunca, de portas abertas.