'Sra ministra deixe a Saúde em Paz e demita-se'

Em comunicado, a as Mulheres  do PS defendem que "se houvesse responsabilidade política, a ministra já se teria demitido ou sido demitida" e que isso não acontece "porque está presa a um lugar onde não serve o interesse das pessoas e deixa em abandono as mulheres que vão parir".

"O país tem vindo a assistir ao aumento de nascimentos em ambulâncias e noutros meios de transporte, situação que se agravou substancialmente ao longo do último ano, vindo agora a culminar com o nascimento de um bebé em plena via pública", acrescentam.

As Mulheres Socialistas denunciam o caso de uma jovem grávida que teve o parto numa rua do Carregado, concelho de Alenquer, que levou a ministra da Saúde a solicitar à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde a abertura de um processo de inquérito.

As socialistas acentuam  que, o "desfecho feliz", do "caso ilustra um Estado inoperante, um Governo ausente em férias e um silêncio ensurdecedor por parte de quem governa".

"O país está parado e a Ministra não se preocupa, nem apresenta nenhuma solução para os graves e recorrentes problemas que têm surgido com mulheres grávidas. O silêncio é cúmplice".

À  Lusa, a coordenadora do grupo parlamentar do PS na Comissão de Saúde, Susana Correia, não abordou a demissão da ministra, mas sublinhou a "extrema preocupação" da bancada socialista em relação ao que é conhecido sobre o caso que ocorreu no Carregado, lamentando que a ministra Ana Paula Martins opte por "adiar as respostas".

A deputada defendeu que, também o primeiro-ministro se deveria pronunciar e as "críticas que têm sido feitas" a Ana Paula Martins "começam a ser uma perda de tempo" porque não têm resultado numa responsabilização da governante.

"A senhora ministra não está a conseguir acompanhar as exigências do serviço público de saúde. Não nos pode iludir de tragédia em tragédia a dizer que está cá para resolver os problemas quando eles se estão a agudizar. Podemos chegar a um ponto de não retorno", alertou.