O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garante que o PSD "não precisa de apelar à unidade, porque está absolutamente garantida", algo que ainda se está para se ver!
"Podemos tentar encontrar novelas, fait divers, não existe. Existe um PSD unido à volta de uma liderança, à volta de um primeiro-ministro, à volta de um Governo", assinala.
Pinto Luz reconhece ainda que que o 43.º Congresso do partido acontece numa "altura especial", devido ao chumbo do pacote laboral na sexta-feira o que não é motivo para "pôr a cabeça debaixo da areia", lamentando o"zigue-zague de última hora" do Chega.
"O PSD deste congresso não aceitaria que o seu Governo - que é apoiado pelo PSD - tivesse ontem dado guarida a uma alteração exigida pelo Chega que colocaria em causa as pensões futuras dos nossos filhos e netos. Esse não é o PSD corajoso, que coloca o interesse dos portugueses primeiro", atira.
Já quando questionado sobre se este caso obriga o Executivo a repensar a sua estratégia de negociação, o governante defende que o Governo "não pode ter qualquer inflexão na persecução de um programa que é para bem dos portugueses".
"Quando há partidos que colocam a sua agenda e fazem zigue-zagues de última hora, não são leais, que colocam outro tipo de prioridades na sua ação política, o Governo só pode ter um caminho: continuar a seguir o interesse nacional", diz, reforçando que a estratégia do Governo vai continuar a ser a mesma, ainda que esteja cada vez mais a "habituar-se a partidos que colocam outros interesses à frente".
"Esta política de terra queimada, de obstaculização permanente das políticas do Governo, quantas vezes esta coligação contra-natura esteve em jogo?", questiona.
"Por isso eu digo que o Chega tantas vezes é mais socialista do que o PS. E o PS tanta vezes é mais radical do que a sua história podia esperar", garante.
Pede, por isso, que os partidos se deixem de "politiquices baratas" para as quais os portugueses não têm tempo para perder.
Luís Montenegro diz não estar "preocupado" com o seu futuro político, apontando que "não é de se intimidar". "Estou aqui, estamos aqui, para cumprir a nossa missão de levarmos o país para a frente. Estamos aqui com firmeza, sem ceder a nenhum tipo de pressão, a pensar exclusivamente no interesse dos portugueses e de Portugal", afirma e que Portugal "não está igual" e não vai ser o mesmo de "há dois anos".
Luís Montenegro continua a dizer aue os portugueses elegeram o programa da AD como "orientação principal das políticas públicas", ao mesmo tempo que decidiram que o Governo deveria dialogar e negociar com as duas oposições - PS e Chega esquecendo o inicial naoénao que até confundiu nao poucos socialistas…
Inventa Montenegro que “Os dois maiores partidos da oposição devem contribuir e dialogar com o Governo e caberá em cada momento e matéria específica, encontrar os pontos de contacto com a força vencedora - a AD", assinala.
O país decidiu também que o PS e o Chega podem "pontualmente juntar-se e decidir coisas contra o Governo", mas diz acreditar que o povo "queria que isso acontecesse de forma excecional", sem explicar de onde lhe vem tal ideia!, Montenegro considera que "está a acontecer muito mais vezes do que a ajuda que os partidos da oposição dão para cumprir o programa que o povo escolheu para orientação principal do país".
E, tendo em conta que as eleições ditaram que, nesta legislatura, o "Governo não deve ter um acordo permanente de governação com o PS - o famoso bloco central - e também não deve haver uma solução parlamentar permanente com o Chega - o famoso 'não é não'",Montenegro assegura que tem cumprido "todas estas dimensões da vontade popular"…. Frase que ja originou muita gargalhada solta!
Isso, continua, é visível nas negociações com o PS para o Orçamento do Estado, a localização do novo aeroporto de Lisboa ou na aproximação na reforma do Tribunal de Contas.
"Isto não é uma violação do compromisso de não fazermos um bloco central. Isto é a democracia a funcionar. Isto não retira identidade aos partidos", aponta.
Do mesmo modo, quando o Executivo acerta a descida do IRS e IRC ou converge em relação a políticas de imigração ou no PSU com o Chega, esclarece, "isto também não é uma violação do não é não"…. Para rir de novo!
"Tem uma validade exatamente igual e equivalente àquela que tem a nossa relação com o PS", defende.
Critica, assim, o PS por não se mostrar "disponível para aprovar nada" desmentinfo-se a si mesmo
"E, com esta atitude, pretende o PS depois dizer 'eles [AD e Chega] estão juntos, são uma linha conjunta e nós somos a alternativa' e aqui também se mobilizam logo os comentadores-menores do PS a proclamar o 'fim do PSD'. Aqueles que não escondem desejar o nosso fim estão tão preocupados que possamos acabar. É a forma mais visível de umaestratégica política manhosa que é necessário que seja compreendida pelos portugueses", atira.
Luís Montenegro deixa,críticas à oposição: "Respondemos com trabalho ao ruído, imbolismo e falta de coragem. São tantos os que reclamam que mude tudo, mas que verdadeiramente desejam que tudo continue na mesma", atira.
Sobre o chumbo do pacote laboral, afirma que foi possível ver com "especial nitidez" como as oposições "vibram com a politiquice e destratam a mudança". Acusa-os, por isso, de "falta de coragem" necessária para "mudar, negociar e saber ceder”.
"Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso coragem. Para ser teleguiado por comentadores, mentores ou pelas tendências das redes sociais, também não", sublinha.