Moçambique pobreza e concentração da riqueza 

O Presidente da República moçambicano declarou que exige que os órgãos de administração da justiça redobrem os esforços para reduzir as disparidades no acesso à justiça, no País.

Moçambique é o segundo país mais pobre do mundo e um dos mais desiguais, segundo o Banco Mundial. Economista Egas Daniel analisa os critérios usados, as causas da pobreza e o impacto das políticas dos últimos anos.

Cerca de 70% a 80% da população vive abaixo do limiar da pobreza, sobrevivendo com menos de 3 dólares por dia.

Mas tambem Moçambique surge na 16ª posição do ranking dos países ( 54) com mais milionários em África, elaborado pela consultora Henley & Partners. O pódio é ocupado pela África do Sul; em segundo lugar surge o Egipto e em terceiro a Nigéria. Dos 52 milionários nascidos em África, apenas 23 vivem no continente.

Para Daniel Chapo, tambem o acesso à justiça não deve favorecer quem possui mais recursos, em detrimento dos cidadãos mais vulneráveis.

O Chefe de Estado quer, por isso, um sistema de justiça mais inclusivo, eficiente e acessível.

O Presidente da República falava, em Maputo, na abertura do Congresso da Justiça, um evento que decorre no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.

Ainda hoje, o Chefe de Estado, Daniel Chapo, vai presidir uma sessão do Conselho de Estado, um órgão político de consulta, que aconselha o Alto Magistrado da Nação no exercício das suas funções políticas e em matéria de interesse nacional.       

O órgão integra os presidentes dos partidos políticos com assento na Assembleia da República; antigos Chefes de Estado; o Provedor de Justiça; antigos Presidentes do Parlamento; o segundo candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais e figuras de reconhecida experiência nacional e internaciona