Por isso o governo mocambicano avisa que está a tentar mapear os trabalhadores naquele país para garantir os seus direitos, incluindo segurança social.

"A nossa maior preocupação tem mesmo que ver com esta questão das admissões diretas. Há necessidade de as admissões ou a mobilidade laboral ocorrer sobre umbrela do memorando ou verificadas aquilo que são as condições, porque há necessidade deste trabalhador ter noção do que é trabalhar em Portugal, o que vai encontrar lá, então a nossa grande preocupação tem a ver com admissões diretas", disse a Diretora Nacional do Trabalho Migratório, Alice Brito.

A responsável, que falava hoje, em Maputo, durante o seminário de divulgação de legislação laboral junto das empresas com investimento português em Moçambique, disse que estão a avançar medidas para travar as "admissões diretas" dos trabalhadores para Portugal e criar condições para que sejam contratados através de canais ou mecanismos oficiais.

O Governo moçambicano entende  que as admissões devem ser feitas  a partir dos centros de emprego, incluindo contactos com a Direção Nacional do Trabalho Migratório.

So assim se poderá  verificar a idoneidade do potencial empregador e do contrato do trabalho, cujo objetivo é assegurar os direitos destes profissionais, incluindo descontos à segurança social.

"A situação das admissões diretas não é normal, por isso dizia que estamos a fazer trabalho de mapeamento para termos a informação real, então estamos neste momento a mapear para termos a informação concreta com relação aos moçambicanos que se encontram a trabalhar", disse Alice Brito.

Segundo a governante, Moçambique tem um memorando com Portugal no quadro da mobilidade laboral que visa assegurar o cumprimento de questões legais, garantindo que o levantamento em curso em Portugal vai permitir a legalização contratual dos moçambicanos naquele país lusófono.

"Estamos a fazer neste momento o mapeamento destes trabalhadores, queremos ter a informação de onde estão, em que área de atividades esses moçambicanos estão que é para, com base nisso, tendo essa informação na base de dados, darmos toda a assistência necessária que é assistência ligada à essa questão da inscrição do sistema de segurança social por conta própria e salvaguardar a proteção social deste trabalhador", disse ainda a Diretora Nacional do Trabalho Migratório.