Tudo aconteceu numa operação realizada na segunda e terça-feira passadas, 25 e 26.05.
A acção, resulta de investigações relacionadas com crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais, enriquecimento ilícito, fraude fiscal e falsificação de documentos.
Segundo o porta-voz do GPCCN, Victor Mutombene, trata-se de um arresto preventivo de imóveis, autorizado pelo Tribunal Judicial da Província do Niassa, no âmbito do processo-crime n.º 55/0101/P/2023 e da investigação patrimonial n.º 18/IPF/GCRA/2023.
Victor Mutombene diz que os bens arrestados pelas autoridades terão sido supostamente adquiridos com dinheiro proveniente de um esquema ilegal de importação e venda de viaturas oriundas da vizinha África do Sul.
As autoridades suspeitam que os envolvidos manipulavam documentos aduaneiros, alterando informações sobre o ano de fabrico, cilindrada e estado mecânico das viaturas, com objectivo de reduzir encargos fiscais e facilitar a entrada dos automóveis no país.
Mutombene acrescenta que o esquema terá causado prejuízos superiores a 42 milhões de Meticais aos cofres do Estado moçambicano,
Um cidadão moçambicano, residente em Lichinga, é apontado como principal suspeito no processo, estando a responder as acusações em liberdade.