Centeno alvo do tachismo psdista é agora o candidato presidencial certo!

O ja quase ex governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, respeita a decisão do Governo de não ser reconduzido, e acrescenta  que sai sem "desilusões".

À  RTP, esta sexta-feira, o atual governador disse que sempre foi independente na sua atuação.

"A minha independência não pode ser posta em causa por ninguém, eu sempre usei aquilo que é a massa critica do banco para os trabalhos que foram divulgados. O banco não mudou de atitude", defendeu-se, numa resposta às críticas de que tem sido alvo de não ter liderado a instituição com independência.

Centeno disse respeitar a decisão do Executivo de escolher outro nome para a liderança da instituição. "A decisão que foi tomada é uma decisão que só cabia ao Governo, foi assim que foi feito, é assim que deve ser feito. Respeito, obviamente, todas essas decisões", respondeu, sobre o facto de o Executivo ter escolhido Álvaro Santos Pereira como novo governador.

Mas nao esquecemos no Estrategizando a regra do habitual segundo mandato que o tachista Montenegro põe em causa

Na verdade Mário Centeno não é reconduzido no cargo de Governador do Banco de Portugal e cessará funções em setembro sendo  a primeira vez desde 2000 que um governador não cumpre os dois mandatos possíveis. Antes de Centeno, Vítor Constâncio e Carlos Costa fizeram dois mandatos

Face à sua não-recondução e sobre se a vê como um "chumbo", uma apreciação negativa sobre o seu trabalho, Centeno disse que essa pergunta não deve ser dirigida a si.

Mário Centeno, que manifestou estar disponível para continuar no BdP, defendeu agora o seu mandato dizendo que tem "resultados claríssimos" para apresentar, entre eles a estabilização do sistema financeiro.

Disse ainda que o seu trabalho de serviço público "está aí para ser avaliado".

"Todo este meu trajeto foi marcado por uma característica de estabilização do sistema financeiro muito significativa, de reforço da posição de Portugal internacionalmente, estou muito satisfeito por todos estes anos de serviço público e é isso que a mim é mais importante", elencou.

Quanto ao seu estado de espírito por não ter sido reconduzido, Centeno disse que "não pode haver desilusões nestes momentos" e afirmou que, enquanto governador, estava a desempenhar um serviço público que procurou cumprir "da forma o mais competente que soube".

Centeno desejou felicidades ao sucessor o Alvaro dos pasteis de nata o que  foi ministro da Economia no Governo de Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP) entre 2011 e 2013.

Centeno foi ministro das Finanças nos Governos de António Costa (PS) entre 2015 e 2020.

António Leitão Amaro, no habitual fanatismo direitista considerou que os pasteis de nata sao uma "melhor escolha”.

Claro que o PSD e o CDS elogiaram a escolha do novo governador e a cheganice que confunde finsnças com pasteis de nata considerou ser o Alvaro um nome independente.

A IL perante os mui diversos pasteis de nata no mercado manifestou dúvidas.

O PS considerou que a não-recondução se deveu a razões políticas. O BE criticou por ser um nome próximo do Governo. O Livre, o PCP e o PAN contestaram a escolha de governante do período da 'troika'.

O Estrategizando diz perdeu-se um governador do Banco de Portugal ganhou-se um candidato presidencial democrata!