O  que era uma minoria de 5,1% tornou-se em dez anos quase num quinto dos contribuintes da Segurança Social, com os imigrantes a entregarem na ultima decada  16,3 mil milhões no sistema

A Segurança Social fechou 2025 com o excedente mais elevado de sempre com 6.657 milhões de euros, mais 1.062 milhões do que em 2024.

O resultado, apurado pelo Conselho de Finanças Públicas (CFP) num relatório publicado esta quinta-feira, mostrou-se 1.114 milhões acima do que o próprio Governo tinha previsto no orçamento da Segurança Social para 2025.

Portugal envelhece pois a população portuguesa ativa quase não cresce, e têm  os trabalhadores estrangeiros que seguram o aumento das receitas da Segurança Social, e os dados do relatório revelam até que ponto a  dependência se tornou estrutural.

Mais de metade do crescimento do número de contribuintes em 2025 foi justificado por pessoas de nacionalidade estrangeira e os contribuintes portugueses cresceram apenas 3.054 nesse ano (+0,1%).

Mas os estrangeiros acrescentaram 67.367 (+6,4%). “Os dados demonstram que, sem a entrada de trabalhadores estrangeiros, o universo de contribuintes ativos da Segurança Social teria praticamente estabilizado em 2024 e 2025”, lê-se no relatório “Evolução Orçamental da Segurança Social e da CGA em 2025” segundo a Eco

À SIC Notícias, o chegano venturinha disse que dos 1,6 milhões de imigrantes, só "400 ou 500 mil [estão registados] na Segurança Social".

Mas a AIMA  refere  que existem no nosso país perto de 1,6 milhões (1.546.521) de pessoas estrangeiras,

O peso relativo das contribuições pagas por estrangeiros para a Segurança Social foi de 17,8% do total das contribuições em março de 2026, atingindo os 354,4 milhões de euros em março de 2026.

Este é o montante com que contribuem, mas se olharmos para o que recebem, estamos a falar de 73 milhões de euros, ou seja, 11,5% do total de prestações pagas em março de 2026.

Em 2026, os imigrantes representam cerca de 24% da força de trabalho ativa em Portugal e a mão de obra estrangeira é a base de  setores com carências estruturais, destacando-se nas atividades administrativas, hotelaria, construção civil e agricultura.

A população estrangeira está integrada no mercado laboral da seguinte forma:

  • Atividades Administrativas e Serviços de Apoio: Representa cerca de 20% dos trabalhadores nos últimos anos, destacando-se o trabalho precario em "call centers" e apoio ao cliente.
  • Hotelaria, Restauração e Turismo: Ocupa cerca de 31% da mão de obra do setor, sendo fundamental para a economia de áreas urbanas e turísticas, como Lisboa e o Algarve de novo em trabalhos a prazo
  • Construção Civil com  uma forte carência de mão de obra (com milhares de vagas por preencher), absorvendo grande parte dos trabalhadores dos países do Sul da Ásia e PALOP.
  • Agricultura: Empregadores deste setor já dependem da mão de obra imigrante para cerca de 40% do emprego precario por conta de outrem.
  • Tecnologia da Informação (TI): Embora com percentagens mais reduzidas no volume total, atrai muitos imigrantes altamente qualificados, sendo a área com maior demanda estrutural de trabalho no país.

Contexto Laboral e Demográfico

Os trabalhadores estrangeiros em Portugal são, em média, nove anos mais jovens do que os trabalhadores nacionais e apresentam uma elevada taxa de atividade.

No entanto, o mercado tem sofrido pressão recente, registando-se um aumento da saída de imigrantes para outros países e um aperto geral nas regras de imigração

Enfim preparem-se a chegsnice empurra para o que está para vir - a crise por falta de recursos humanos