Sem distribuição de indecisos os 23% PSD e os 22% PS apontam mais para um resultado à europeias que um resultado à segundas antecipadas e assim teriamos uma Esquerda com 30.% dos deputados e uma Direita com 44% o que é um péssimo resultado para as Esquerdas que terão de investir muito mesmo para chegarem aos absentistas e ultrapassarem os 44% das Direitas!
Neste contexto só se pode entender que a opção politica do PCP/CDU é claramente conquistar o eleitorado mais pobre e entre este o mais revoltado ( que nao é obrigatoriamente o mais revolucionário, Marx e até Lenin dixerunt!), centrado que está nos baixos salarios, na precariedade laboral e vivencial, o que compreendemos, mas tambem num pouco útil isolacionismo, para ele e para a Esquerda .
Menos compreensivel é a muito pouca atenção dada pelo PS ao impacto da comunicação social nos resultados eleitorais.
Na prática, assiste-se a uma preocupante tendência nos canais de televisão: não apenas permitem a difusão de abusivos e disfarçados “tempos de antena”, como também promovem uma clara filtragem das intervenções do PS, silenciando tudo o que seja de natureza programática. O resultado? Um Partido Socialista aprisionado entre o discurso centrado nos “casos” criados pela narrativa montenegrista e uma forçada colagem ao posicionamento político do PCP.
Paralelamente, o apagamento quase total do BE, do Livre e do PAN, em contraste com a visível amplificação mediática do discurso da extrema-direita, revela-se mais do que uma coincidência isolada. Torna-se difícil não suspeitar de uma linha editorial encomendada, ou pelo menos, de uma estratégia orquestrada de manipulação do espaço mediático, disfarçada sob o véu da imparcialidade jornalística.