No entanto, o que exatamente havia sido acordado permaneceu incerto, com o texto final do memorando de entendimento não publicado e poucos detalhes sobre questões-chave, incluindo o acesso ao Estreito de Ormuz, o programa nuclear do Irã e o Líbano.

Trump ja declarou ao New York Times que retomaria os ataques militares caso Teerão não chegasse a um acordo nuclear com os EUA durante as negociações mais amplas que começariam na sexta-feira.

Enfim vejamos o que se sabe,
Trump pareceu inequívoco sobre o status do Estreito de Ormuz, declarando: “Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!, mas depois o presidente dos EUA disse que a abertura da via navegável por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial estava condicionada à assinatura de um acordo, prevista para sexta-feira, e seria “para fins de remoção de minas”.
O  primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do acordo de paz, não mencionou o estreito em seu pronunciamento inicial.

Entretanto a  agência de notícias estatal iraniana Mehr noticiou  que o memorando de entendimento prevê a reabertura do estreito em 30 dias, de acordo com os "acordos iranianos".

O presidente estadunidense afirmou no mês passado: “O estreito estará aberto a todos. Ninguém vai controlá-lo.”
Os líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Itália – um grupo denominado E4 – também enfatizaram que a reabertura do estreito deve ser incondicional e com liberdade de navegação irrestrita.
Apesar da incerteza, os preços globais do petróleo baixaram  nas horas seguintes à notícia para  os níveis mais baixos desde o início de março.

Os preços caíram mesmo com os alertas de que a restauração da produção de energia no Golfo Pérsico poderia levar meses ou anos pois parte da infraestrutura da região foi danificada por ataques com drones.
Nao se sabe  se o Líbano foi  incluído em qualquer acordo.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irão, Kazem Gharibabadi, foi inequívoco sobre o alcance do acordo de domingo, afirmando: "Foi declarado o fim permanente e imediato da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano” e o mediador Sharif também foi claro, afirmando em uma publicação nas redes sociais: "Ambos os lados declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano."

Só que  Trump não mencionou o Líbano em seus anúncios iniciais no Truth Social, concentrando-se quase exclusivamente no Estreito de Ormuz pois pode ser difícil de aceitar para Israel, que não foi incluído nas negociações de paz com o Irão e não respondeu imediatamente à notícia do acordo.

Netanyahu tem razões internas para continuar o conflito com o Irão e seus aliados, incluindo o Hezbollah no Líbano e uma nova ação militar poderia inviabilizar qualquer acordo entre os EUA e o Irã.

Aliás os planos iniciais de anunciar um acordo com o Irão no domingo foram frustrados por um ataque israelita a Beirute, que destruiu um prédio nos subúrbios do sul da capital libanesa, matando três pessoas e ferindo seis.

Trump disse ao site de notícias Axios que o ataque "atrasou a assinatura em algumas horas".

Trump e Netanyahu têm entrado em conflito e duas semanas atrás, Trump teria chamado Netanyahu de "maluco do

c…ralho" após o lançamento de um ataque a Beirute, acrescentando “você estaria na prisao se nao  fosse eu”

Em qualquer avaliação, o destino do programa nuclear iraniano não foi resolvido e o presidente reiterou no domingo a  sua promessa de que “o Irão jamais terá uma arma nuclear”, mas altos funcionários paquistaneses disseram à Associated Press que as negociações nucleares continuarão pelos próximos 60 dias.

Numa declaração conjunta com o grupo E4, composto por Reino Unido, França, Alemanha e Itália, acrescentou-sd “Estamos preparados para suspender as sanções relevantes em resposta a medidas claras e verificáveis do Irã em relação ao seu programa nuclear."