O PR Lula na  COP15, a Conferência das Nações Unidas pars a  proteção das espécies migratórias no Brasil 

O presidente do Brasil, Lula da Silva foi ontem  domingo , 22.03, veementemente nos planos político e ambiental na COP-15, a conferência das Nações Unidas pars a  proteção das espécies migratórias, realizada em Campo Grande.  

Segundo a  Valor Econômico, Lula criticou a omissão do Conselho de Segurança da ONU diante de conflitos internacionais, condenou o enfraquecimento do multilateralismo e voltou a atribuir ao governo de Jair Bolsonaro o desgaste da imagem externa do Brasil na área ambiental.

Lula associou o cenário global atual ao avanço de ações arbitrárias e à deterioração das instituições multilaterais com referência indireta às guerras e crises em curso e alertou para o aumento da instabilidade internacional.

"Esta COP-15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra", afirmou.

Lula realçou  o sistema internacional que vive um momento de esgotamento, especialmente no campo da prevenção e mediação de conflitos.

Segundo ele, embora a ONU tenha desempenhado papel relevante ao longo de oito décadas em temas como a proibição de armas químicas e biológicas, a afirmação dos direitos humanos e o amparo a refugiados e imigrantes, o órgão máximo de segurança tem falhado em sua principal missão.

"O Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos", declarou.

Para Lula ha fortes  riscos de um cenário internacional sem normas comuns e sem instituições capazes de conter escaladas militares e humanitárias.

"Um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima", disse.

E mais, "No lugar de muros e discursos de ódio", defendeu, são necessárias "políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado".

Antes de Lula, discursaram o presidente do Paraguai, Santiago Peña, com quem o brasileiro teve reunião bilateral, e o chanceler da Bolívia, Fernando Carrasco.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também participou do evento, assim como os ministros Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e Simone Tebet, do Planeamento.

Lula aproveitou ainda a tribuna da COP-15 para reforçar uma comparação entre a política ambiental de seu governo e a gestão anterior e sem mencionar Jair Bolsonaro diretamente o presidente atribuiu ao período anterior um abalo profundo na credibilidade internacional do país.

"Até pouco tempo, a imagem internacional do Brasil na área ambiental enfrentava questionamentos profundos, impactando diretamente nossas relações econômicas e comerciais", afirmou.

Lula sustentou que, desde 2023, seu governo promoveu uma inflexão na condução da política ambiental, com resultados concretos no combate à devastação dos biomas. Segundo ele, houve redução do desmatamento na Amazônia pela metade, queda superior a 30% no Cerrado e diminuição de mais de 90% das queimadas no Pantanal.