Este sector universitário serve as sete cidades de região (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) onde existia  uma enorme procura  de vagas no ensino público superior.

O ABC possuía mais de 2,5 milhões de habitantes e uma oferta de 45 mil vagas distribuídas em 30 Instituições de Ensino Superior, sendo a grande maioria privada.

Dos cerca de 77 mil estudantes matriculados no ensino superior na Região, cerca de 65% estavam em instituições privadas, 20% em municipais e 15% na rede comunitária filantrópica.

Com a exceção de uma percentagem ínfima de instituições que desenvolviam atividades de pesquisa, todas as demais se dedicavam apenas ao ensino.

No setor de tecnologia e engenharia poucas apresentavam investimentos em pesquisa aplicada.

Por isso no   seu discurso, o PR Lula realçou  o significado histórico da universidade para a região e para o país.

“Isso aqui é daquelas coisas que a gente sonha, que a gente imagina que é possível fazer, e a gente conseguiu fazer a tão sonhada Universidade Federal do ABC”, afirmou.

Lula comparou ainda  o ritmo de criação de universidades no país com outros contextos históricos. “Cristóvão Colombo chegou em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1492. E em 1532, 40 anos depois, já tinha a primeira universidade. No Brasil, Cabral chegou em 1500 e só fomos ter a primeira universidade em 1920”, declarou.

Esse atraso reflete uma visão restritiva do acesso ao ensino. “A elite política da época não via nenhum interesse em que o povo trabalhador estudasse. Universidade era coisa para rico”, afirmou.

Herança da cultura da lusa elite…