O Governo australiano ordenou esta segunda-feira a um grupo de acionistas com ligações à China, da empresa de terras raras Northern Minerals, que vendam as suas participações.

Eis-nos regressados aos monopolismos de estado generalizados planeta fora! Comunistas ou nao ! O argumento é a necessidade de proteger este setor estratégico de influências externas.

Por cá nem um simples pinheiro é protegido… Na  Northern Minerals nos últimos anos,  investidores chineses tentaram adquirir posições significativas na empresa australiana.

Em 2024, Camberra já tinha recorrido à lei sobre investimentos estrangeiros para forçar outro grupo de acionistas ligados à China a ceder as suas participações e a própria empresa submeteu-se em novembro de 2025 ao escrutínio da comissão australiana responsável pela avaliação de investimentos estrangeiros.

"Aplicamos um quadro firme e não discriminatório para os investimentos estrangeiros e tomaremos outras medidas, se necessário, para proteger o nosso interesse nacional nesta matéria," afirmou o responsável pela pasta das Finanças da Austrália, Jim Chalmers, em comunicado.

Por isso seis acionistas da Northern Minerals terão agora de vender as suas partes: três registados na China, dois em Hong Kong e um nas Ilhas Virgens Britânicas.

A China detém algumas das maiores reservas mundiais de terras raras e é um dos poucos países capazes de as refinar em escala industrial.

Em outubro, os Estados Unidos assinaram um acordo para facilitar o acesso a jazidas australianas de terras raras e minerais críticos, destacando a Northern Minerals como uma das empresas-chave.

A companhia detém os direitos de um importante depósito de disprósio e apresenta-se como uma "fonte alternativa fiável" à produção chinesa.

Atualmente, cerca de 99% da produção mundial de disprósio provém da China, segundo dados da própria empresa.