A sua ligação a Portugal começou em 1978, e o envolvimento com as lutas sociais fixaram-na no país, onde se tornou "moradora da Cova da Moura", como orgulhosamente se apresentava.
Em 1984, na Amadora, Lieve foi uma das fundadoras do Moinho da Juventude onde o seu trabalho começou com a mobilização pela água potável e saneamento básico no bairro, numa altura em que centenas de pessoas dependiam de apenas duas torneiras.
Lieve foi tambem ativa na Cooperativa Operária do Serviço Doméstico (Cooperserdo), lutando pelos direitos laborais das empregadas domésticas.
O seu percurso foi reconhecido com a Ordem de Mérito pelo Presidente Jorge Sampaio em 2005 e com o Prémio Direitos Humanos da Assembleia da República em 2007.