Na terça-feira, os líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e aonda do Reino Unido uniram-se à primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, na defesa da soberania da Groenlândia.
Em entrevista à CNN, Miller afirmou que a intervenção militar não seria necessária para obter o controle da Groenlândia devido à sua pequena população.
Sugeriu ainda que a Dinamarca não tem direito ao território ártico, que é uma antiga colônia dinamarquesa e permanece parte de seu reino.
Copenhague continua a controlar a política externa e de segurança da Groenlândia.
Questionado se uma ação militar contra a Groenlândia estava descartada, ele afirmou incorretamente que sua população era de 30.000 habitantes, quando na verdade é de 57.000, dizendo: “O que você quer dizer com ação militar contra a Groenlândia? A Groenlândia tem uma população de 30.000 pessoas.”
“A verdadeira questão é: que direito tem a Dinamarca de exercer controle sobre a Groenlândia? Qual é a base de sua reivindicação territorial? Qual é o fundamento para que a Groenlândia seja considerada uma colonia da Dinamarca?”
Ele acrescentou: “Os EUA são a potência da OTAN. Para que os EUA garantam a segurança da região do Ártico, protegendo e defendendo os interesses da OTAN, obviamente a Groenlândia deve fazer parte dos EUA. E essa é uma conversa que teremos como país. Esse é um processo que teremos como comunidade de nações.”
E mais diz ele, “não havia necessidade nem de pensar ou falar sobre” uma operação militar na Groenlândia, acrescentando: “Ninguém vai entrar em guerra com os EUA pelo futuro da Groenlândia. Isso não faz o menor sentido.”
Duvk Trump presidente dos EUA disse no domingo que os EUA precisam "muito" da Groenlândia, renovando os temores de uma invasão americana da ilha, que é em grande parte autonoma.
Em sua declaração de terça-feira, os líderes europeus disseram: “A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia.”
Os líderes afirmaram que a segurança no Ártico deve ser alcançada coletivamente com os aliados da OTAN, incluindo os EUA.
“A OTAN deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade e os aliados europeus estão intensificando seus esforços”, diz o comunicado. “Nós e muitos outros aliados aumentamos nossa presença, atividades e investimentos para manter o Ártico seguro e dissuadir adversários.”
A comissão de política externa dinamarquesa convocou uma reunião extraordinária do parlamento do país para a noite de terça-feira, a fim de discutir a relação do reino da Dinamarca com os Estados Unidos. Participarão da reunião o ministro das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, e o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen.
A entrevista com Miller foi realizada depois que sua esposa, a podcaster de direita Katie Miller, postou um mapa da Groenlândia no X, coberto com uma bandeira dos EUA, com a legenda "EM BREVE".
Questionado sobre a publicação, Miller riu e disse: "Desde o início desta administração, e francamente remontando à administração Trump anterior, a posição formal do governo dos EUA é que a Groenlândia deve fazer parte dos EUA. O presidente tem sido muito claro quanto a isso."
Na segunda-feira, Frederiksen afirmou que um ataque dos EUA a um aliado da OTAN significaria o fim da aliança militar e da “segurança pós-Segunda Guerra Mundial”.
Seria, segundo ela, o fim de “tudo”.
…E andam espantados?
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, também fez uma declaração contundente na qual instou Trump a abandonar suas “fantasias de anexação” e acusou os EUA de retórica “completamente e absolutamente inaceitável”. “Chega!”, disse ele.
Acredita-se que os inuítes habitam a Groenlândia desde pelo menos 2500 a.C.
A colonização moderna começou em 1721, com a chegada de Hans Egede, que contava com o apoio do que era então a Dinamarca-Noruega.
A ilha permaneceu colonia até 1953, quando passou a fazer parte do Reino da Dinamarca. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto a Dinamarca estava ocupada pela Alemanha, a Groenlândia foi ocupada pelos Estados Unidos e devolvida à Dinamarca em 1945.
Os EUA mantêm uma base militar na Groenlândia, importante para seu sistema de alerta antecipado de mísseis balísticos, em Pituffik (anteriormente Thule), desde o início da Guerra Fria.
Nos últimos anos, tem havido um apoio crescente à independência da Groenlândia, particularmente após as revelações sobre o tratamento dado pela Dinamarca ao povo da Groenlândia – incluindo o escândalo do DIU – durante e depois do domínio colonial.
Mas, em meio ao espectro da ameaça de Trump, a Groenlândia formou, em março, um novo governo de coalizão de quatro partidos, numa demonstração de unidade nacional, com a primeira página do acordo de coligação declarando: "A Groenlândia nos pertence".
Sejamos sérios - eis no que deu o ocidentalismo desta Comissao Europeia de Leyen!