Entretanto se contabilizarmos os portugueses e lusodescendentes até à 3ª geração, temos uma diáspora global que varia entre os 5 milhões (estimativa institucional) e os 30 milhões (estimativa alargada) distribuídos distribuídas por 178 países da rede diplomática:
A maior comunidade concentra-se na Europa, destacando-se a França (mais de 1,5 milhões de portugueses e lusodescendentes), a Suíça (mais de 200.000), o Reino Unido e a Alemanha.
No Brasil estarao cerca de 150.000 portugueses EUA,aproximadamente 1.272.040 pessoas, o que representa cerca de 0,4% a 0,5% do total da população dos Estados Unidos milhões,
No Canadá estima-se que existam cerca de 483.000 portugueses e lusodescendentes e
Na Venezuela estima-se que residam na Venezuela entre 600 mil e 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes
Em África viverao atualmente cerca de 3,19 milhões de portugueses e luso-descendentes com forte presença na África do Sul e nos PALOP (como Angola e Moçambique).
Na Ásia e na Oceânia cerca de 154.800 portugueses e luso-descendentes na Ásia e aproximadamente 193.360 na Oceânia. No entanto, estes números englobam núcleos com histórias, contextos e presenças comunitárias bastante distintos, variando significativamente entre países e regiões Comunidades relevantes nas ex-colónias (como Macau), na Austrália e, em menor escala, na Índia (Goa).
Pois é caras e caros leitores somos um pais do mundo, feito na I Globalizaçao, ( que liderámos em boa parte)
Tal deveria ser razao de orgulho porque espalhámis e recebemos uma Lingua uma Cultura e à Genética mestiça!
E sobretudo nos dias de hoje que deveriam ser de reconquista dessas e desses cidadaos sem nos preocuparmos com hipoteticos regressos que raro acontecerao se comsiderarmos os mais de 30 milhoes de luso descendentes!
Acentuemos que a expansão marítima portuguesa foi impulsionada por várias bulas papais sucessivas nos séculos XV e XVI, como,
Estes decretos foram fundamentais para legitimar as pretensões territoriais portuguesas perante a comunidade cristã europeia.
De seguida seguimos o exemplo islâmico e entrámos concorrendo com eles no negócio dramatico da escravatura o que gerou 477 anos depois que tambem um papa, Paulo Vi tenha posto fim à bençao católico recebendo os lideres de 3 dos movimentos de libertação dos PALOP entao ainda CONCP
Quatro anos depois explodia o em Portugal pacifico 25 de abril de 1974 mas nos PALOP nada pacifico exceto em Cabo Verde!
Hoje a lusa direita que fazer esquecer o efetivo carater multi etnico e multicultural português e inventa uma seròdia salazarenta politica de imigração onde as fsmosas "cartas de chamada" (ou termos de responsabilidade) para as colónias portuguesas eram fundamentais durante a administração colonial servindo para controlar os fluxos populacionais, exigindo que um indivíduo, empresa ou familiar já estabelecido no território de destino (ex: Angola, Moçambique) garantisse trabalho e subsistência aos recém-chegados.
O Estado Novo pretendia evitar a fixação de colonos sem recursos ("pobres") que pudessem criar encargos para as autoridades locais ou manchar a imagem da administração e até à década de 1960, a emigração era altamente seletiva.
Era necessário obter autorização oficial e provar rendimentos e qualificações antes de partir para as províncias ultramarinas.
A guerra colonial fascista e o crescimento económico alargaram a circulação no chamado "espaço do Império" mas a carta permaneceu como garantia essencial de emprego e alojamento.
Por isso a titulo de exemplo em 1940, o Brasil acolhia a grande maioria da comunidade histórica portuguesa na América, com o recenseamento brasileiro a contabilizar cerca de 400.000 naturais de Portugal.
Ja em Angola, a população era consideravelmente menor, rondando os 20.000 a 30.000 portugueses, uma vez que a grande vaga de povoamento colonial só ganharia expressão na década de 1950.
A errada politica geo demográfica salazarenta como se vê foi uma alavanca essencial para o como decorreu a Descolonização portuguesa feita com um atraso de pelo menos 14 anos!
Explicados os nossos mais de 30 milhoes de luso descendentes é portugueses fora de Portugal tirna-se facil explicar como uma economia de baixos salarios e altíssimos lucros sobrevive e cresce nao à custa da cidadania portuguesa mas da estrangeiro imigracao que cobre nao toda a lusa emigracao ( 2 milhoes de emigrantes para 1,5 milhoes de imigrantes!)
Imigrantes que vivem em péssimas condições!
Enfim um nao catolico, mas crente Bahaí a fazê-lo à falta de melhor catolico
Assim do Vatican news ficámis a saber que no Porto de Arguineguín, uma das principais portas de entrada da rota migratória atlântica para a Europa, o papa Leão XIV lançou um forte apelo em favor dos migrantes.
Por cá no parlamento discutia-se a guerrinha PSD versus cheganice…
Este lider dos católicos denunciou a indiferença diante do sofrimento humano, exigiu vias seguras de acolhida e integração e recordou que “o Sucessor de Pedro não pode ignorar esses desembarques”.
“O Sucessor de Pedro não pode ignorar esses desembarques. A Igreja não pode ignorar essas águas.”
Diante do Atlântico, no Porto de Arguineguín, em Gran Canaria, Leão XIV iniciou a última etapa de sua viagem apostólica à Espanha e na sua primeira atividade nas Ilhas Canárias, ( onde apesar de parte de Castela, muitos portugueses, madeirenses e açorianos participaram ativamente na conquista e colonização das ilhas, deixando uma forte herança genética e cultural na população local), o Papa encontrou-se com representantes de organizações de apoio e acompanhamento de migrantes e voltou a chamar a atenção para a dignidade das pessoas forçadas a deixar sua terra e para a responsabilidade compartilhada de acolhê-las, protegê-las e promover sua integração.
Para o papa, o Evangelho “arranca os cristãos do lugar confortável de espectadores” e os coloca diante do irmão que chega, convidando-os a reconhecer Cristo naqueles que desembarcam “marcados pelo medo, pela fome e pela violência, depois do deserto, da noite e do mar”.
Em Arguineguín desembarcam milhares de pessoas resgatadas no mar após travessias precárias em embarcações conhecidas como “cayucos” e “pateras”.
Diante daqueles que diariamente acolhem sobreviventes e testemunham tragédias humanas, o Papa afirmou que o Evangelho impede os cristãos de permanecerem espectadores diante do sofrimento.
Antes do discurso do Pontífice, sucederam-se testemunhos que retratam diferentes rostos da migração. Como o de Blessing, uma mulher nigeriana vítima de tráfico para exploração sexual, cujo relato foi lido por razões de segurança.
O Papa observou que os discípulos de Jesus “não podem considerar o clamor daqueles que gritam na noite como algo desconhecido”.
Com os testemunhos à vista, Leão XIV declarou que a conversão começa quando o migrante deixa de ser apenas um número ou uma categoria abstrata e passa a ser reconhecido como um irmão.
Enfim parte da própria família. Agradecendo o trabalho da Cáritas, das paróquias e dos voluntários, realçou que a misericórdia concreta, é capaz de salvar vidas e devolver esperança.
Recorrendo à linguagem bíblica, o Papa comparou o mar aos cenários de ameaça e caos descritos nas Escrituras.
Assim ainda hoje existem “monstros” que rondam essas águas como as máfias que lucram com o desespero humano, os traficantes que escravizam mulheres e crianças e a indiferença que permite que tantos pobres sejam “engolidos pela exploração ou pelo esquecimento”.
Recordou que a fé cristã proclama um Deus capaz de vencer o caos e abrir caminhos de vida onde tudo parece perdido. Por isso, afirmou:
“Onde Cristo ordena ao mar que se cale, a Igreja não pode permanecer em silêncio diante daqueles que são abandonados às suas águas.”
Dirigindo-se particularmente a Blessing e às muitas mulheres exploradas por redes criminosas, Leão XIV recordou que ninguém pode ser reduzido a mercadoria. “Ninguém pode comprá-la, vendê-la, usá-la ou descartá-la”, afirmou, porque cada pessoa traz em si a imagem e semelhança de Deus.
Recordando a história da jovem nigeriana, o Papa observou que sua experiência reflete a realidade de muitas pessoas obrigadas a deixar a própria terra não por escolha, mas porque a pobreza, a guerra, as ameaças ou a exploração lhes fecharam todos os caminhos.
“Se outros atribuíram um preço ao seu corpo, Deus nunca deixou de vê-la como uma pessoa de valor inestimável. Se quiseram aprisioná-la em um passado doloroso, Deus continua a lhe prometer um futuro melhor. Se a trataram como um objeto, a Igreja quer lhe dizer hoje: você é filha e irmã, você é uma bênção. Sua vida não pertence a quem a fez mal; seu corpo não pertence a quem se aproveitou de você; seus dias não pertencem a quem quis acorrentá-la ao medo! Sua vida pertence a Deus e conserva uma dignidade que ninguém pode lhe tirar. Nós queremos caminhar com você, até que essa verdade seja ouvida novamente, mais forte que a dor.”
"Queridos migrantes: antes de dizer-lhes outra palavra, quero me curvar diante da sua dignidade. Vocês não são números, nem fascículos! Vocês são pessoas com família e uma casa que deixaram para trás, com sonhos que ninguém tem o direito de desprezar. Mas também quero dizer que sua vida precisa ser protegida. Não entreguem sua vida a quem as comercializa. Não acreditem em quem promete paraísos fáceis em troca de seu corpo, seu dinheiro, seu silêncio ou sua liberdade. Essas falsas promessas são cantos de sereia, são indústrias da morte."
Apelando à Europa e à comunidade internacional
Leão XIV ampliou então o horizonte de sua reflexão, afirmando que o drama migratório deve interpelar governos, instituições internacionais e sociedades inteiras.
( Joffre Justino e Vatican News)