Ao comentar uma possível viagem aos Estados Unidos, Lula afirmou que tem perfil persistente e reagiu às provocações internacionais com uma fala bem-humorada.

“Quando eu viajar [para os EUA], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe? Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, disse.

Para Lula o Brasil não pretende entrar em confronto direto com Trump e entende  que o país deve concentrar esforços em fortalecer o multilateralismo como eixo central da política externa.

“Eu não quero briga com ele, não sou doido, vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil é a briga da construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo”, declarou.

Para Lula  a cooperação internacional foi decisiva para garantir estabilidade em diversas regiões desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

“Nós precisamos provar, num debate político, que foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados, e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos numa parte do mundo”, afirmou.

Lula criticou a lógica do unilateralismo nas relações internacionais, ao sustentar que a imposição da força não atende aos interesses brasileiros.

“O unilateralismo imposto pela teoria que de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco, a nós, não interessa”, acrescentou.