Um Socrates que é "culpad"o mas que é transformado em vitima por atos  da Justiça 

“Platão considerou que Sócrates foi condenado por questões evidentemente políticas. Por seu lado, Xenofonte atribuiu a acusação a Sócrates a um fato de ordem pessoal, pelo desejo de vingança. O propósito não era a morte de Sócrates mas sim afastá-lo de Atenas e, se isso não ocorreu, deveu-se à genialidade obstinada de Sócrates, que não abriu mão de seus postulados filosóficos nem mesmo para salvar a própria vida.” ( wikipedia)

Nao o Socrates do seculo XXI nao prefere tomar cicuta, mas é tao teimoso quanto o outro Socrates, o filosofo!

Tanto quanto uma justiça que teima em confundir corruptor ( Salgado) com corrompido ( Socrates) abrindo uma verdadeira guerra, direi selvatica,  ao corrompido e buscando uma “catolica” paz com o corruptor

Socrates ja foi julgado e condenado mas como era poucochinho vá de reabrir o processo ( aliás será tantas vezes reaberto quanto o tempo de duraçao da lusa opusdei, que nao perdoa a legalização do aborto!)

Agora noticie-sr Sara Leitão Moreira é a nova advogada de José Sócrates na Operação Marquês, avança a SIC Notícias.

No requerimento de Socrates que dá a conhecer ao tribunal Sara Leitão Moreira como nova advogada para o representar, ele  faz duras críticas à juiza-presidente do julgamento da operação Marquês.

Na realidade e abusivamente esta sugeriu que as trocas de advogados na defesa de Sócrates se têm devido a “incidentes com motivações dilatórias”.

Ora  Socrates  recorda a morte de João Araújo, por doença, após oito anos à espera do fim do inquérito e de uma decisão instrutóriadepois a  saída de Pedro Delille incompatibilizado com a juíza, já em julgamento - e, mais recentemente, a renuncia de José Preto depois de internamento por doença. 

Sara Leitão Moreira, é a quarta advogada que José Sócrates mandata para preparar a sua defesa.

Com  escritório em Coimbra e, segundo o seu Linkedin, com uma carreira conciliada com a vida académica, enquanto professora assistente Socrates  informa o Tribunal que passou "uma terceira procuração à Sr.ª Dr.ª Sara Moreira" para o representar e, citando a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, recorda que também Sara Moreira irá pedir tempo para se preparar.

A quarta advogada escolhida por José Sócrates, Sara Moreira, "pedirá, como é legitimo e justificado face à dimensão do processo, prazo para a preparação da defesa", refere o requerimento que cita um artigo da Convenção Europeia dos Direitos Humanos que dá aos acusados "como mínimo" o direito a "dispor do tempo e dos meios necessários para a preparação da sua defesa.

O ex-primeiro-ministro inicia o requerimento lembrando que este é "quarto advogado" que mandata, depois da morte de João Araújo e das renúncias de Pedro Delille e de José Preto, negando quaisquer responsabilidades ou motivações para tais acontecimentos terem ocorrido.

"Para o Tribunal, pelo que leio nas várias decisões, tudo o que se passou foram incidentes com motivações dilatórias (até o internamento hospitalar) deixando insinuado que, por detrás destes incidentes, estaria a minha vontade. Nem é verdade, nem é justo - também aqui estou inocente", escreve no memorando.

Lembremos que o advogado José Preto tinha pedido cinco meses e meio para se inteirar do processo, mas o pedido foi recusado pelo que  acabou por renunciar à defesa de Sócrates quando a juíza Susana Seca se recusou a suspender o julgamento para que recuperasse totalmente de uma pneumonia.

Pouco, bem pouco cristã esta juiza!

O internamento de José Preto no final do ano passado atrasou o retomar do julgamento e levou a juíza Susana Seca a nomear uma advogada oficiosa para evitar mais paragens no processo.

Entre a renúncia de José Preto e a escolha de Sara Leitão Moreira, Sócrates foi então representado pela advogada oficiosa Ana Velho.

O ex-primeiro-ministro criticou o trabalho da advogada, acusando-a de "contemporização com o que não se pode contemporizar", ao não contestar o prazo de cinco dias que lhe foi dado para consulta do processo - com 300 mil folhas e 400 horas de gravações - e deixando críticas a que não tenha levantado uma cópia digitalizada do processo na secretaria do tribunal.