“Senhor primeiro-ministro, queria deixar ficar claro que considero muito negativo que uma das centrais sindicais tenha sido recebida pelo chefe de gabinete da ministra [do Trabalho] e não tenha participado nas reuniões com o objetivo da Concertação Social", acusou  José Luís Carneiro no debate quinzenal de hoje.

Insistindo que esta reforma da lei laboral "não foi às eleições", o secretário-geral do PS avisou que nunca aceitará "a precariedade dos mais jovens, a incompatibilidade entre a vida pessoal, familiar e profissional e que se desprotejam os setores mais vulneráveis da sociedade". 

"Nós estamos disponíveis para esse choque de tecnologia e de qualificação da base produtiva, mas não para desvalorizar e tirar dignidade às condições laborais", assumiu, depois de, na intervenção inicial, Montenegro ter assegurado que "em breve" a proposta de revisão da lei laboral chegará ao parlamento.

Na resposta à bancada do PS, o chefe do executivo disse que iria "aguardar novas intervenções" de Carneiro sobre legislação laboral "para tentar perceber melhor essa aproximação do PS à CGTP" e para não se precipitar.

"É verdade que já não é novidade, mas talvez possa ter sido apenas uma observação de ocasião e não possa ter substância política subjacente", atirou tornando claro o como o sr Montenegro de dialogo social sabe zero!