Embora seja verdade que a generalidade da oposição se queda em umas tristes meias tintas face à calamidade que sao os incendios que significam perdas em 2025 ate 21 de Agosto nunca inferiores a 4 milhares de milhoes de euros, o facto é que parecem todas estar a seguir o atual papel de amortecedor do PR MRSousa.
Assim, o deputado Paulo Muacho, do Livre, criticou esta sexta-feira a “postura reativa do Governo sobre os incêndios e considerou que a ministra da Administraço Interna está fragilizada, enquanto o BE apontou a “falta de noção” do executivo.
“É preciso que o Governo deixe de ter uma postura reativa a esta situação. Nós precisamos de perceber o que é que está a ser feito para melhorar o combate e a prevenção dos incêndios, […] porque é que o Governo também tarda em convocar a Comissão Nacional de Proteção Civil e precisamos também de saber o que é que está a ser feito no terreno quando os incêndios são apagados, nomeadamente no que diz respeito à estabilização de emergência dos solos”, afirmou Paulo Muacho.
Este deputado defendeu que “quando situações destas acontecem, os ministros ficam sempre fragilizados”, mas na reslidade nao exige responsabilidades aos membros do governo MAI, MAmbiente e MAgricultura
“Nós temos a perda de vidas humanas, temos habitações em risco, povoações em risco, áreas protegidas a arder, temos uma situação que é de catástrofe e na qual também se percebe que há uma falha naquela que é a resposta que o Estado está a dar e, portanto, naturalmente que isso fragiliza a ministra e fragiliza todo o Governo e fragiliza o Estado como um todo, e essa confiança que as pessoas têm na atuação do Estado”, sustentou.
Timidamente sobre se a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, tem condições para se manter no cargo, o deputado disse que essa “é uma avaliação que a própria ministra terá que fazer”, considerando que é preciso é resolver os problemas e não ter apenas uma "postura reativa", esquecendo que a penalização tem uma forte componente preventiva.”
Quanto aos apoios anunciados pelo executivo na quinta-feira, o Livre defendeu que devem chegar ao terreno “o mais depressa possível, com a comunicação e com a informação o mais clara possível, envolvendo as autarquias e os autarcas localmente que conhecem esse território, e com o mínimo de burocracia possível”.
O Livre apresentou esta sexta-feira propostas, entre as quais para reconhecimento da profissão de bombeiro como uma profissão de desgaste rápido, e a criação de “uma carreira profissional de bombeiro no âmbito das associações humanitárias de bombeiros”.
Já a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, aos jornalistas, acusou o Governo de “falta de noção relativamente à aflição das pessoas nos incêndios”, acrescentando que a “reação aos incêndios, a preparação, a organização e acionamento dos meios foi atrasada”.
Mariana Mortágua pediu ainda que os “apoios cheguem às populações em tempo útil”, e lamentou a preocupação do líder do executivo com a “contabilização quantitativa das medidas”.
“Na pressa de contar mais e mais medidas, algumas que não fazem sequer sentido, como é a questão das taxas moderadoras, que já não são cobradas, mas que são anunciadas como uma grande benesse dada às populações”, criticou.
E la vem um deixa andar aos ministros responsáveis pelo delapidar de milhares de milhoes de euros que segundo instâncias da UE so em financiamentos desta UE delapidados por mau uso atingem o como segue “O financiamento da UE no período de 2014-2020 para projetos relacionados com incêndios florestais sinalizado pelo Tribunal nestes quatro Estados-Membros ascende a cerca de mil milhões de euros. Estão previstos montantes semelhantes para o período de 2021-2027. Além disso, foram afetados outros 1,5 mil milhões de euros do MRR para o período entre 2020 e 2026”, o que como se vê é uma gota de agua no delapidar da riqueza da UE
Vale lembrar que até o neofito deputado único do JPP reconheceu a necessidade de apoios para “quem perdeu tudo ou quase tudo”, mas lamentou a falta de medidas de prevenção.
Filipe Sousa disse que o executivo “continua a reagir à tragédia em vez de a antecipar” e considerou que “se não houver coragem para apostar na prevenção, daqui a um ano estaremos novamente a contabilizar casas destruídas, empregos perdidos e vidas humanas ceifadas pelo fogo”….
Mas mais agressiva se mostra a liberal direitista IL que num comunicado, considera que os incêndios que estão a assolar o país expuseram, “mais uma vez, as fragilidades crónicas da política florestal e da Proteção Civil em Portugal”
“Este é o paradoxo do fogo: menos ignições, mais combustível acumulado durante anos sem gestão ativa, pronto para arder em catástrofes cada vez mais violentas”, lê-se.
Para a IL, “o Governo limitou-se a responder com paliativos”, numa alusão às medidas aprovadas esta quinta-feira numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Viseu.
“Depois da calamidade, [o Governo] anuncia apoios, mas não trabalha antes para prevenir a calamidade. Desde que tomou posse, já teve tempo para começar a corrigir décadas de atraso, ( que nao houve nos ultimos 6 anos dizemos nós), mas falhou”, acusa a IL.
Para o partido, “o investimento em prevenção continua insuficiente, a Proteção Civil permanece como um refúgio de ‘boys’, e as entidades responsáveis, como o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) continuam atoladas em burocracia e bloqueios”.
“Ainda mais grave: quando teve a oportunidade de apoiar soluções estruturais, o Governo votou contra”, critica o partido, frisando que o PSD chumbou em julho o Código Florestal Simplificado que a IL tinha proposto e rejeitou outro diploma do partido que previa uma reforma da APA e do ICNF, com vista a eliminar “sobreposições e ineficiências”.
“As consequências dessas escolhas saem caro aos portugueses”, considera a IL.
A IL diz defender uma floresta economicamente valorizada, “com cadastro concluído, propriedades consolidadas, ( sem explicar o aue tal significa) incentivos económicos à limpeza e remuneração de serviços de ecossistema”, enfim la se esquece a IL do liberalismo e da responsabilidade individual…
O partido diz ainda defender uma gestão ativa do combustível, “com recurso sistemático a fogos controlados em zonas estratégicas”, e uma “recuperação sustentável das áreas ardidas”, criando “mosaicos florestais que conciliem rentabilidade económica com biodiversidade”.
A nível das instituições, a IL propõe fundir e digitalizar a APA e o ICNF, “com processos rápidos, transparentes e prazos vinculativos”, além de querer igualmente “mais prevenção e menos burocracia”, mostrando nada entender do Ambiente e da Floresta!
O partido considera que Portugal “não precisa de mais promessas nem de planos adiados”, mas de ação.
“Enquanto o Governo se perde em propaganda e bloqueios administrativos, o país continua vulnerável a incêndios cada vez mais violentos”, defende a IL, que considera que só uma floresta valorizada, instituições reformadas e políticas de prevenção e recuperação permitirão “quebrar o ciclo de tragédia que todos os anos ameaça vidas, comunidades e o futuro” do território.