Esta decisão surge depois do cancelamento de um congresso paralelo anunciado para 09 e 10 de maio por uma dita oposição interna à atual direção, constituída por dirigentes que integram o Governo de transição e que se auto-intitulam Grupo de Reflexão para a Renovação e Salvação do PAIGC.
Ja vimos este modelo acontecer com uma pseudo unita renovada em Angola diga-se
O XI Congresso do partido deveria ocorrer em novembro de 2026, mas a direção pretende antecipar a data, depois de os militares que tomaram o poder no golpe de Estado de novembro de 2025 terem anunciado a realização de eleições gerais no país a 06 de dezembro.
Um golpe de Estado impediu o anterior processo eleitoral, das presidenciais e das legislativas, que decorreram a 23 de novembro de 2025 e no qual o candidato da oposição, Fernando Dias, reclamou vitória na primeira volta sobre o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que se candidatou a um segundo mandato.
Entretanto PAIGC e o líder, Domingos Simões Pereira, foram afastados das eleições, por um golpe feito “decisão judicial”, e tiveram de apoiar a alternativa Fernando Dias Presidente do Partido da Renovação Social
Simões Pereira foi ilegalmente detido no golpe militar e, depois de dois meses na cadeia, encontra-se em prisão domiciliária.
A Comissão Permanente do PAIGC, reitera, no comunicado divulgado hoje, “a exigência de libertação plena e incondicional do presidente do partido, camarada Domingos Simões Pereira”, argumentando que o mesmo “se encontra sequestrado há seis meses, com restrições abusivas da sua liberdade”.
Exige ainda “a reabertura da sede nacional do PAIGC e de todas as sedes regionais para que o partido possa retomar plenamente o exercício das suas atividades políticas”.
O PAIGC denuncia e condena as autoridades por “violações sistemáticas dos direitos e das liberdades dos dirigentes políticos não alinhados” com o regime e reclama “o fim da impunidade aos responsáveis por esses atos”.
A Comissão Permanente do PAIGC insiste, também, “na conclusão, o mais rapidamente possível, da investigação ao assassinato do cidadão e ativista Vigário Luís Balanta” e na apresentação “à justiça dos executores e mandantes do hediondo crime”.
Entretanto a delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. Por isso cobertura noticiosa da está a ser assegurada à distância!
E na verdade continua este regime totalitário a existir sem ser posto à margem como defendeu o Movimento CPLP com Cidadania