A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné - Central Sindical (UNTG-CS), citada pela imprensa local, denunciou que muitos funcionários continuam sem receber salários enquanto o aumento dos preços de bens essenciais - como o arroz, base alimentar da população - "tem reduzido drasticamente o poder de compra das famílias"
O secretário-geral da central sindical, Júlio António Mendonça, criticou ainda a criação de novos impostos sem o correspondente aumento salarial.
A central sindical denunciou limitações ao exercício de direitos fundamentais, como a liberdade de manifestação, reunião e expressão, afirmando que os trabalhadores estão proibidos de realizar atividades públicas como manifestações, conferências de imprensa e palestras.
Finalmente, a UNTG-CS reclamou a fixação de um salário mínimo na Guiné-Bissau, país onde os trabalhadores recebem, em média, cerca de 60 mil francos CFA, o equivalente a cerca de 90 euros mensais, e onde um saco de arroz de 50 quilos custa cerca de 30 euros.