Trabalhadores guineenses entre "dificuldades extremas" e promessas de melhorias

O 1º de Maio tambem foi assinalado na República da Guiné-Bissau. O ato serviu para surgirem as denuncias feitas pelos sindicatos de "dificuldades extremas" para a classe trabalhadora e para a população em geral, devido ao aumento do custo de vida, salários em atraso e restrições às liberdades fundamentais

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné - Central Sindical (UNTG-CS), citada pela imprensa local, denunciou que muitos funcionários continuam sem receber salários enquanto o aumento dos preços de bens essenciais - como o arroz, base alimentar da população - "tem reduzido drasticamente o poder de compra das famílias"

O secretário-geral da central sindical, Júlio António Mendonça, criticou ainda a criação de novos impostos sem o correspondente aumento salarial.

A central sindical denunciou limitações ao exercício de direitos fundamentais, como  a liberdade de manifestação, reunião e expressão, afirmando que os trabalhadores estão proibidos  de realizar atividades públicas como manifestações, conferências de imprensa e palestras.

Finalmente, a UNTG-CS reclamou a fixação de um salário mínimo na Guiné-Bissau, país onde os trabalhadores recebem, em média, cerca de 60 mil francos CFA, o equivalente a cerca de 90 euros mensais, e onde um saco de arroz de 50 quilos custa cerca de 30 euros.