Um jovem familiar bem critico, radical mesmo, descrente da classe politica, que defende que deveriamos “todos, todos, todos”, nao votar para toda a classe politica cair de vez!

E no entanto radical que é veio ter comigo zangado por o Estrategizando apoiar uma greve geral que tinha a sua oposicao…

É ele trabalha sem qualquer estabilidade no seu posto de trabalho e sobretudo se faltar pode dizer adeus ao mesmo!

Enfim, é um dos precários deste país deste mundo

E mal chegou a inteligência artificial!

Ele faz parte dos cerca de 39% dos trabalhadores até aos 30 anos que têm vínculos instáveis ou a termo e está entre os  mais de 54% dos contratados  a nível nacional que se ficam por um salário base até 1000 euros brutos

Ele nao sabe que Portugal é dos paises com menos greves por 1000 trabalhadores na UE sendo no entanto o PIB per capita de Portugal, medido em Paridades de Poder de Compra (PPC), situa-se nos 81% da média da União Europeia (UE27).

Em termos nominais, o valor de Portugal ronda os 30.800 euros, ficando abaixo da média comunitária, que se fixa nos 38.100 euros por habitante e Portugal é o 10.º país da UE com menor PIB per capita, mantendo-se ligeiramente abaixo da média dos últimos anos, tendo pois muitas razoes para reivindicar

Ja agora o salário médio anual em Portugal situa-se nos 24.818, ficando 38% abaixo da média da União Europeia, que ronda os 39.800 euros anuais.

E dizem os experts à JMTavares que nao há razoes para greves e até chegou ao ponto de citar o Washington Post que escreveu “nao há direito de fazer greve em escolas publicas”!

Sindicalista e dirigente do Sindicato de Professores da Grande Lisboa bati-me anos 77/99 pelo direito à negociação coletiva da trabalho no setor com greves até!

 

 

Início de Carreira (Portugal): ≈ 1.770 €/mês base resultando num valor líquido que ronda os 1.050 € a 1.100 € mensais.

Fim de Carreira (Portugal): O topo da tabela atinge valores brutos na ordem dos 3.000 € ou mais, com valores líquidos em torno de 2.000 €.

Média da União Europeia / OCDE: Os salários médios nos países da UE/OCDE são significativamente superiores aos praticados em Portugal em início de atividade.

Países como a Alemanha ou o Luxemburgo apresentam remunerações iniciais brutas que podem oscilar entre 4.000 € e 7.000

Pois é!

Como diz a cançao,adaptando-a, “o que faz falta” é fazer greve!

Eis entretanto como estamos bem longe dos niveis de greve por 1000 trabahadores dos países, lembremos, Ricos!  

É, estamos a ser alvo de ataques mediativos, dia a dia à lutas  dos trabalhadores, pondo até em causa o direito à greve com o duro argumento - nao posso ir trabalhar (?) descontam-me no salario (?) !

E num jovem um dia de salaril a menos pesa sim!

O quadro acima mostra bem quao poucas greves, em comparação, se vivem em Portugal o que destroi os falsos argumentos que em Portugal os trabalhadores passam o tempo todo a fazer greves e é por isso que o país não está tão desenvolvido quanto os países nórdicos, onde os trabalhadores têm outro comportamento e não passam o tempo todo a fazer greves.

Basta comparar a pequena história trabalhista  portuguesa e os dados disponibilizados pelo Instituto Sindical Europeu e a Pordata que mostram que Portugal como mostrámos acima está nos últimos lugares da Europa em dias de trabalho perdidos por greve.

Apesar dos media à JMTavares, os números mostram que Portugal é um país bem menos grevista do que os parceiros europeus.

No topo da lista está a Finlândia que lidera com 142 dias de protesto por mil trabalhadores, seguida da Bélgica (94) e do Reino Unido (91). França regista 77, Espanha 39 e a Alemanha 21. Portugal surge no fundo da lista com uns espantosos 9 dias.

Tanta greve nao é?

A facilidade com que desvalorizam a greve geral é equivalente ap histerismo anti greve em Portugal que como se vê nao tem qualquer razao de ser exceto ser bastante baixa

Vale entao recordar que um trabalhador finlandês passa quase 15 vezes mais tempo em greve que um português, mesmo face a Espanha, Portugal regista quatro vezes menos contestação trabalhista.

Quem diria?

Embora Portugal seja dos países europeus que menos greves faz, as paralisações sentem-se sobretudo nos nós vitais do quotidiano.

O pouco da indústria e o peso crescente dos serviços, o impacto grevista concentra-se em infraestruturas críticas e assim um pequeno grupo de maquinistas de Metro  pode paralisar uma regiao e ate o país, apesar de representar poucos trabalhadores.

Os números europeus são claros com Portugal a trabalhar muito mais do que protesta,

Lembremos entretanto o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, que referenciou fábricas fechadas de norte a sul do país. no setor das encomendas adesões de 100% na DS Smith, Saica, Schnellecke e Sovena, na indústria alimentar, pararam a Bimbo e a Cerealto com adesão total os  98% na Exide e 95% na Bosch, bem como 100% na Cimpor e no têxtil, os 99% de adesão na Mabera e 95% na Tearfil.

E claro a forte adesão dos trabalhadores da Super Bock à greve geral apesar da ansia em boicotar tal!

Houve na  unidade fabril de Leça do Balio tensão laboral, acusações de intimidação e uma intervenção policial que acabou por não detetar qualquer irregularidade por parte dos sindicalistas.

Noticiou o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias da Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), que a administração da empresa reagiu ao elevado impacto da paralisação com medidas excecionais de controlo de acessos e com uma postura de confronto perante os membros do piquete de greve.

A direção da mpresa decidiu instalar um sistema de triagem de trabalhadores ainda antes da entrada nas instalações, numa operação iniciada logo na própria via pública que originou fortes perturbações rodoviárias nas imediações da fábrica, com filas de trânsito que se prolongaram para as vias circundantes e chegaram à Via Norte.

Os sindicalistas garantem ter mantido uma atuação pacífica, limitando-se a contactar trabalhadores e a prestar esclarecimentos sobre a greve

O SINTAB denuncia que vários administradores, diretores e quadros superiores da Super Bock se dirigiram aos elementos do piquete num tom considerado intimidatório, procurando questionar a legitimidade da sua presença junto dos trabalhadores.

e até com expressões como "isto não fica assim", interpretadas como tentativas de pressão sobre os representantes dos trabalhadores.

O momento de maior tensão relatou  o SINTAB, aconteceu  quando a administração solicitou a presença policial onde estiveram três viaturas da PSP e uma carrinha do Corpo de Intervenção só que  segundo os trabalhadores, a narrativa da empresa terá rapidamente colidido com a realidade encontrada pelas autoridades. Assim  os agentes concluíram que os problemas de circulação estavam associados ao dispositivo montado pela própria Super Bock e verificaram que o piquete decorria de forma pacífica e dentro da legalidade.