Em Assembleia- Geral, no Sábado último, 09 de Maio, na cidade de Luanda, com possibilidade de participação de forma remota, os jornalistas da Televisão Pública de Angola, TV Zimbo, Rádio Nacional de Angola, Edições de Novembro, Grupo Medianova e Angop foram unânimes em concordar com a paralisação dos trabalhos nos próximos dias 18, 19 e 20 de Maio, em resposta ao não-cumprimento do que tinha sido acordado entre as partes.

O principal aspecto que fez despoletar a greve tem que ver com a não efectivação da progressão de carreira nos seis órgãos supracitados.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Pedro Miguel, depois do último encontro entre as partes, no qual se lavrou uma acta, as empresas, além de organizarem o processo da progressão de carreira, honraram o compromisso de criar as comissões de reclamação, por um lado.

Por outro, a previsão é que a progressão de carreira fosse efectivada até o mês de Abril, com possibilidade de retroactividade a conta do mês de Janeiro.

A verdade é que o SJA realizou uma ronda em todos os órgãos, constactou que estão as condições criadas para a implementação da progressão, mas a sua efectivação está a depender da disponibilidade das verbas.

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) foi fundado a 27 de março de 1992, jumtando jornalistas pro mpla e pro unita e foi  o primeiro sindicato constituído em Angola após a proclamação da democracia.

A sua criação surgiu num contexto de transição política, antecipando a própria Lei Sindical angolana, com o objetivo de defender a liberdade de imprensa e os direitos laborais.

Fundado a 27 de março de 1992, comemora o seu aniversário nesta data.

Tinha como objetivo lutar pela liberdade de imprensa, pels dignificação da profissão, pela melhoria das condições de trabalho e salários, além da progressão na carreira.

É pois uma organização de defesa dos profissionais da comunicação social, enfrentando desafios como a salvaguarda da sua independência face ao poder político.

O SJA tem desempenhado um papel fundamental na luta pela liberdade de imprensa em Angola, marcando presença com atividades em diversas províncias.