A saída ocorre no momento em que o governo enfrenta criticas sobre o impacto das revelações contidas nos arquivos do bilionário americano Jeffrey Epstein.
As informações foram publicadas pela Reuters, que especificou a sequência de eventos que levou à renúncia.
Num comunicado, McSweeney afirmou ter sido o responsável por aconselhar Starmer a indicar Mandelson, de 72 anos, para o posto diplomático mais importante do país em 2024, decisão que agora reconhece como um erro político com consequências amplas.
No texto, o ex-chefe de gabinete foi direto ao assumir a responsabilidade. “A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a própria confiança na política”, disse McSweeney. Em seguida, acrescentou: “Quando questionado, aconselhei o primeiro-ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho.”
A crise se aprofundou após a divulgação de documentos ligados ao caso Epstein, que sugerem que Mandelson teria enviado informações confidenciais de mercado ao criminoso sexual condenado quando ocupava o cargo de secretário de Negócios no governo britânico.
Estas revelações alimentaram críticas sobre o julgamento político do atual governo.
Para aliados e opositores, o episódio expôs fragilidades na condução política de Starmer, que enfrenta o que já é descrito por analistas como a mais grave crise de seus 18 meses no poder.
A permanência de Mandelson no cargo diplomático tornou-se um ponto sensível, com parlamentares cobrando explicações e maior rigor na apuração dos factos.
A renúncia de McSweeney uma tentativa de conter danos e sinalizar responsabilidade face à pressão pública e do Parlamento. O governo britânico terá de enfrentar novas criticas sobre os critérios adotados para nomeações estratégicas e sobre os desdobramentos das revelações envolvendo os arquivos de Epstein.
Até o momento, o gabinete de Keir Starmer não anunciou quem assumirá a chefia de gabinete nem se haverá revisão formal da indicação de Mandelson.