"A minha tarefa é governar o país, é responder àquilo que são os anseios, as necessidades, as expectativas das pessoas, das famílias, das empresas. Eu não vou desviar-me desse foco. Eu estou focado nisso. É isso que as pessoas querem de mim. Não querem que eu seja comentador. Querem que eu seja um executor", disse o primeiro-ministro, numa homenagem a Júlio Pereira, antigo diretor do Serviço de Informações de Segurança, em Coimbra.
PPCoelho criticou Montenegro pela escolha do antigo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) Luís Neves para ministro da Administração Interna.
Mais disse ainda que, se o Governo não conseguir fazer passar reformas no Parlamento, pode "pedir mais força ao eleitorado", rejeitando entretanto que, com essa declaração, tenha sugerido eleições antecipadas.
Mesmo assim, Montenegro acrescenta: "Aquilo que se exige de um primeiro-ministro é que resolva os problemas e que se foque naquilo que é o essencial da sua missão. E que não ande aqui a alimentar nenhum enredo, por mais pitoresco que ele seja.
Alguns autarcas têm criticado a demora na chegada dos apoios às pessoas que foram afetadas pela tempestade.
"O conjunto de decisões que era necessário ser tomado para que as ajudas chegassem foi tomado num tempo muito rápido, nunca antes alcançado, de resto. Muito do volume financeiro está disponível. Está disponível nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional [CCDR] para as pessoas, para os agricultores, para os produtores florestais e está disponível também nas CCDR e no Banco de Fomento para as empresas, para as linhas de crédito, quer à tesouraria, quer à recuperação. Além disso, os serviços da Segurança Social estão habilitados a dar uma resposta rápida para os pedidos de lay-off, os pedidos de isenção de contribuições, os pedidos de ajuda social", responde Montenegro.
O primeiro-ministro diz que vão tentar simplificar ao máximo o formulário que é necessário preencher para obter as ajudas.
"Além disso, também foram criados espaços do cidadão, incluindo espaços móveis, que têm percorrido as zonas mais atingidas para ajudar as pessoas a preencher os formulários e levar até ao final a pretensão de obter a ajuda. Eu sei que a questão que me coloca tem a ver muitas vezes com os constrangimentos que o processo ainda assim tem, porque é preciso preencher um formulário. Nem todas as pessoas conseguem preenchê-lo. Há quem diga que ele está ainda um pouco complexo. Nós estamos a tentar simplificá-lo ao máximo e é expectável que ele possa, no futuro, ainda ser mais simples do que aquilo que já é", acredita.