Numa entrevista à TV 247. Pimenta sustentou que “nós estamos de novo enfrentando um golpe de Estado”, apontando a atuação do deputado Hugo Mota (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e de setores do Congresso Nacional como núcleo da escalada para inviabilizar a reeleição de Lula em 2026.
O dirigente vê na ofensiva parlamentar uma repetição, “tão grave quanto a que derrubou Dilma Rousseff”, mas agora combinada, segundo ele, a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que “blindam” o Legislativo e restringem a ação do Executivo.
Para o líder do PCO, as emendas impositivas se transformaram em “privatização do orçamento federal” e criticou a submissão do governo a esse mecanismo: “O orçamento federal deveria ir para saúde, para educação”, declarou, qualificando o atual arranjo como “clientelismo que sustenta uma oligarquia”.
Pimenta reprovou ainda a tentativa do Palácio do Planalto de recorrer ao STF contra o avanço do Legislativo: “Chamar a população a apoiar o STF contra o Congresso é uma loucura”, afirmou, defendendo que a resposta passe pela mobilização popular nas ruas, não pelo Judiciário.
Questionado quanto à taxação do IOF sobre gastos no exterior, Pimenta alertou para o risco de alienar camadas médias: “A classe média tem de ser levada em consideração… a luta do trabalhador não pode ser contra todo mundo que tenha um fogão em casa”.
Ele propõe diminuir o peso tributário sobre pequenos negócios e ampliar o crédito produtivo como forma de evitar que esses segmentos sejam capturados pela extrema-direita.
Ao diagnosticar a “falência do sistema político”, o dirigente do PCO qualificou o atual ordenamento como “uma aberração” que permite a eleição do presidente sem maioria no Congresso.
Para ele, a chamada Nova República “já acabou”, e o impasse será resolvido pela correlação de forças nas ruas. “Esse regime político é uma aberração”, resumiu.