A frase de Francesca Albanese “Não há cessar-fogo em Gaza; o mundo normalizou o genocídio de palestinianos”! Tem sido amplamente citada em entrevistas e relatórios da relatora especial da ONU. Ela denuncia que:

A violência continua apesar dos apelos internacionais.

A comunidade internacional tem falhado em impor mecanismos eficazes de proteção civil.

A repetição de violações de direitos humanos criou uma espécie de anestesia global.

Isto não é uma opinião isolada: várias organizações humanitárias e juristas têm alertado para o risco de normalização do sofrimento humano quando a resposta internacional é insuficiente.

A crítica à União Europeia e à inação internacional

A sua afirmação de que a UE e outros atores internacionais se tornaram cúmplices pela falta de ação eficaz, reflete um sentimento partilhado por muitos analistas e ativistas. Alguns pontos frequentemente levantados no debate público:

A UE tem emitido declarações, mas não tem conseguido adotar uma posição unificada e firme.

A dependência geopolítica e económica de parceiros estratégicos limita a capacidade de pressão.

A ausência de medidas concretas, como sanções, embargos ou mecanismos de responsabilização, é vista por muitos como uma forma de complacência.

A tecnocracia europeia, como refere, é criticada por parecer distante das preocupações humanitárias e democráticas dos cidadãos.

Estas críticas não são novas: há anos que se discute se a UE consegue ser um ator global coerente ou se permanece presa a interesses divergentes entre Estados‑membros.

A ideia de “monstro tecnocrático”

A sua frase “um monstro de tecnocratas antidemocráticos e não uma alternativa de futuro para os povos da Europa”, ecoa um discurso que tem crescido entre académicos e movimentos cívicos:

A perceção de que as instituições europeias são opacas, lentas e distantes.

A sensação de que a UE reage mais a pressões económicas do que a princípios humanitários.

E como diria um amigo meu: “A crítica de que a Europa perdeu a capacidade de liderar moralmente em crises globais”!

Este tipo de reflexão é central para um debate da chamada UE continuar a reivindicar valores de direitos humanos se falha em aplicá‑los quando mais importa?

Apoio gráfico IA / O Café com Aires