É pois Carlos Avilez um dos que, como eu, acreditou a sério num ensino que nasceu experimental e rápido, rápido, com Guterres, foi burocratizado e dominado pelos da “ciência do saber sem saber que não têm saber”!

Paz à sua Alma e que teatralize ainda mais no Além !

As cerimónias fúnebres começam esta sexta-feira, com a passagem em cortejo, pelas 15h00, pela EPTC, fundada por Carlos Avilez em 1993 com o velório a decorrer a partir das 18h00 em "homenagem naquela que foi a sua casa", diz a sua EPTC.

Carlos Vitor Machado, foi na verdade mais Carlos Avilez que o nome com que nasceu em 1935 e nascendo para o teatro como ator em 1956, na Companhia Amélia Rey Colaço - Robles Monteiro, e em 1965, funda o Teatro Experimental de Cascais para em 1993, criar a Escola Profissional de Teatro de Cascais, por onde passaram inúmeros alunos.

Avilez escreve e dirige peças na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul e no Centro Espanhol e a conselho de Amélia Rey Colaço, centra a sua atividade na encenação.

Em 1963 apresenta A Castro, de António Ferreira na Guilherme Cossoul, que causa alguma agitação no meio artístico lisboeta.

Em 1964 dirige o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), onde encena uma peça de Federico García Lorca.

É um dos fundadores, em 1965, do Teatro Experimental de Cascais (TEC), companhia que traça um plano inovador no teatro.

Trabalhou em França com Peter Brook e com Jerzi Grotowsky na Polónia e dirigiu o grande Raul Solnado o pacifista e anti guerra colonial Raul Solnado no Teatro Villaret.

Em 1970 é director artístico e responsável pelo dia consagrado a Portugal na Expo '70, em Osaka, no Japão.

Dirige para o ACARTE Hamlet, de Shakespeare e Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente, de Natália Correia.

Em 1979 é nomeado, juntamente com Amélia Rey Colaço, director da Companhia Nacional de Teatro I - Teatro Popular, então sediada no Teatro São Luiz.

Encenou, também, várias óperas entre as quais se destacam Carmen, Contos de Hoffmann, Kiu, As Variedades de Proteu, Ida e Volta, O Capote, Inês de Castro, O Barbeiro de Sevilha e Madame Butterfly.

No Teatro Nacional D. Maria II dirigiu Pedro, o Cru, Guerras de Alecrim e Manjerona, Fígados de Tigre, O leque de Lady Windermere, Ricardo II, O Crime da Aldeia Velha, A maçom e Real Caçada ao Sol. Dirigiu a peça Amadeus, de Peter Shaffer, a convite da Árvore e Sociedade Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, na Companhia Seiva Trupe.

Foi Presidente do Instituto de Artes Cénicas, Director do Teatro Nacional S. João e Director do Teatro Nacional D. Maria II.

Faleceu a 22 de novembro de 2023, vítima de paragem cardiorrespiratória, no Hospital de Cascais.

Joffre Justino

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