Sobre o impasse para a eleição pelo parlamento dos juízes para o Tribunal Constitucional, Assis começou por admitir que, no passado, o PS usou "de alguma sobranceria na relação com o PSD".
"Mas isso não justifica, nem pode justificar, que o PSD possa por um só minuto pensar em fazer qualquer alteração de natureza constitucional, nomeadamente a que tem a ver com a eleição do juiz para o Tribunal Constitucional, ignorando o Partido Socialista, ou procurando uma maioria que exclua o Partido Socialista, porque isso põe em causa um compromisso fundamental da democracia portuguesa", considerou.
Pois é certo este discurso de Francisco Assis, mas mais certos sao os que andam aos anos a dizer que acordos limitados ao centro iriam ser, a prazo. graves para a Democracia como se mostra hoje
Acordos entre as Esquerdas feitos duas vezes no Poder Local e uma vez na Geringonça deram belos resultados ao país !
"Para que não deixem isto passar, para que ergam as suas vozes, para que digam claramente que o PS e o PSD continuam a ser os partidos estruturantes da vida democrática em Portugal", lembrou .Francisco Assis que avisou sobre as democracias, que não resistirão se a classe média desaparecer e se deixarem de coexistir os "dois grandes partidos, duas grandes formações partidárias moderadas, uma à esquerda e outra à direita".
"Eu ouvi o doutor André Ventura a declarar ao país que já tinha um acordo com o PSD, e que não sabia ainda se o Partido Socialista se ia associar ou não a esse acordo. Em que estado o país estaria, em que estado o PSD estaria se agora o doutor Montenegro tivesse como porta-voz o doutor André Ventura? Não podemos aceitar uma coisa dessa natureza, temos que reagir veementemente em relação a isso", considerou.
O antigo líder parlamentar do PS defendeu que os socialistas têm "de ser muito claros" na questão do Constitucional.
"Temos um líder, um líder que foi recentemente legitimado, temos um caminho, temos uma estratégia, temos que ter a força suficiente para fazer os compromissos necessários, mas também para fazer as ruturas que o país exige", pediu.
E nos insistimos - olhe o PS para as Espanhas!