Este novo partido, que será denominado PEA (Partido de Esquerda Angolana), deve anunciar em breve a sua comissão instaladora, marcando o início oficial de suas atividades políticas.

Cláudio de Carvalho, um jovem empreendedor e ex-membro do partido P-Njango, tem se destacado no cenário político angolano.

Durante as eleições de 2022, atuou como líder político do município de Viana, onde desempenhou o papel de coordenador eleitoral e foi responsável pelo pagamento dos delegados de lista em várias províncias do sul do país.

O novo partido já possui representação em várias províncias angolanas, incluindo Malanje, Luanda, Moxico, Huíla, Huambo e Cuando Cubango, e também no exterior, com presença em Lisboa, Londres e África do Sul.

De acordo com Carvalho, a nova formação política está focada no trabalho de terreno para atrair mais militantes.

Mas para além deste seu empenho político, Cláudio de Carvalho tem um histórico de envolvimento em questões sociais e imobiliárias.

Assim participou na construção de moradias no Zango, em parceria com a Administração Municipal de Viana, e foi membro da APIMA (Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola), onde ocupou o cargo de 1º vogal do Conselho Fiscal.

Em 2010, Carvalho ganhou notoriedade ao defender mais de 60 famílias no Zango que estavam prestes a ser desalojadas.

Anteriormente, em 2007, foi detido pelo então governador de Malanje, Flávio Fernandes, depois de reivindicar o fecho de uma rua.

O seu pai é André Gaspar Mendes de Carvalho nasceu na cidade de Lubango no ano de 1952 que é filho do escritor e nacionalista Agostinho Mendes de Carvalho "Uanhenga Xitu" e de Maria António Jorge de Carvalho.

Entre 1976 e 1980 foi Chefe-Comissário Político da Direcção Política das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola(FAPLA) na Frente Sul já pela Guerra Civil Angolana

Entre 1980 e 1986, assumiu a chefia da Direcção Política da Marinha de Guerra Angolana, servindo entre 1986 e 1987 como Comissário Político das FAPLA na Frente Leste

De 1987 a 1990, foi chefe da Direcção Política Nacional do Ministério do Interior

Foi um dos poucos nomes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) a romper com o partido para formar o projecto político da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE),através do qual foi eleito deputado na composição do Círculo Nacional da Assembleia Nacional de Angola.

Foi eleito presidente do grupo parlamentar da CASA-CE, fazendo parte também da Comissão de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.

Em março de 2019 chegou a ser eleito presidente da CASA-CE em substituição a Abel Chivukuvuku,
sendo nomeado também como membro do Conselho da República.

Joffre Justino