Com o lema “Transformar a Vida – Desenhar o Futuro”, o evento convida mais de 150 países a explorar soluções tecnológicas inspiradas pelos três elementos vitais: mar, céu e terra.
Uma das estrelas da exposição marítima é o barco movido a hidrogénio, da empresa Iwatani Corporation. Silencioso, livre de emissões e com capacidade para 150 passageiros, representa o futuro do transporte marítimo. Mas as maiores ondas vêm do empreendedorismo: a Yellow Duck Inc., com apenas três colaboradores, desenvolveu uma estação de energia oceânica com formato de pato insuflável — fofa, sim, mas com a missão séria de capturar CO₂ e gerar energia.
Do lado da ciência, o grupo Chos destaca-se pela criação de biofábricas de microalgas. Estas algas microscópicas são cultivadas em biorreatores e transformadas em óleos, plásticos, cosméticos e até alimentos — tudo enquanto absorvem carbono e quase não consomem água. O Japão pretende expandir esta produção para 10 milhões de hectares até 2050, começando já numa megaplanta na Malásia.
O céu não é o limite, mas o ponto de partida. A startup Optmus apresenta painéis solares transparentes que capturam luz infravermelha — invisível a olho nu — e podem ser instalados em arranha-céus, transformando as janelas em fontes de energia.
Ainda mais surpreendente é o holograma tátil da empresa NERA. Com tecnologia baseada em cerâmica piezoelétrica e ultrassons, permite “tocar” objetos virtuais. Segundo os cientistas, pode ser o futuro das comunicações à distância, aumentando a sensação de presença e ligação emocional.
Na secção terrestre da Expo, a natureza e a ciência fundem-se. A startup LEP criou plantas bioluminescentes sem necessidade de eletricidade, cruzando genes de cogumelos com plantas comuns. Em breve, árvores iluminadas poderão substituir postes de luz urbanos.
Na área da saúde, a empresa Qrps Inc. exibe corações artificiais vivos, feitos a partir de células estaminais humanas. O protótipo, com apenas 3 cm, já ajudou oito pacientes com falência cardíaca a recuperar a qualidade de vida — uma revolução na medicina regenerativa.
Por fim, a Science Co traz de volta o conceito excêntrico da “máquina de lavar humanos”, reinventada com microbolhas e inteligência artificial. O sistema analisa o batimento cardíaco e o nível de stress do utilizador, adaptando a música e o ambiente do banho para promover relaxamento. Mais de 1.000 pessoas poderão experimentar esta inovação durante o evento.
A Expo 2025 Osaka não é apenas um espetáculo de engenharia e design. É um apelo global à sustentabilidade, à inovação com propósito e à colaboração entre nações para resolver os grandes desafios da humanidade. Com um enfoque claro na tecnologia verde, nos recursos renováveis e no potencial humano, este evento é um lembrete poderoso de que o futuro está a ser construído hoje — e pode ser mais brilhante, mais limpo e mais inclusivo.