A extrema direita a deixar a Comissão Europeia sem voz no mundo e na UE via o sr Trump pois a Hungria recebeu isenções "gerais" e "por tempo indeterminado" das sanções estadunidenses sobre duas grandes petrolíferas russas, informou  esta sexta-feira, 07.11, o primeiro-ministro Viktor Orbán, após uma reunião em Washington com o Presidente Donald Trump.

"A Hungria continuará a ter os preços de energia mais baixos. Recebemos uma isenção para os oleodutos da Turquia e Druzhba (Amizade)", declarou Orbán na capital norte-americana à emissora pública M1… ah(!) e é a Russia que manipula?

Acham mesmo?

"Este é um acordo geral sem prazo determinado", frisou o primeiro-ministro proto fascista  húngaro, admirador confesso do Presidente Trump.

No início da reunião na Casa Branca, Trump comentou que a Hungria "é um grande país, mas não tem mar, não tem portos e, por isso, enfrenta um problema difícil" para obter fontes de combustíveis noutros locais.

Assim, "a Hungria está numa situação diferente" de  outros países europeus, que, criticou por "continuarem a comprar petróleo e gás à Rússia", apesar das exigências de Washington para que cessem este abastecimento, para pressionarem  o Kremlin a terminar a guerra na Ucrânia.

"Muitos países europeus compram petróleo e gás à Rússia, e já o fazem há anos, e eu pergunto-me: qual é o sentido disto?", questionou.

A Hungria, tem-se oposto às sanções aplicadas à Rússia desde o início da guerra  na Ucrânia e que mantém boas relações com Moscovo, é altamente dependente das importações de gás e de petróleo bruto russo, à qual adquire 85% e 65%, respetivamente, do seu consumo.

Em outubro passado, o Presidente norte-americano anunciou, após uma chamada telefónica com o líder russo, que ambos se iam reunir em Budapeste para discutir uma forma de pôr fim ao conflito na Ucrânia, que se prolonga desde fevereiro de 2022.

O  encontro,, foi adiado indefinidamente, após uma conversa telefónica entre o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.

"A disputa fundamental é que eles simplesmente não querem parar [a guerra]" ainda. Acredito que vão parar", disse o político estadunidense assinalando que o conflito teve "um grande impacto" na Ucrânia, mas também na Rússia.

O primeiro-ministro húngaro defendeu que a Hungria e os Estados Unidos são os únicos que procuram a paz na Ucrânia.

"Todos os outros governos preferem continuar a guerra, porque muitos deles pensam que a Ucrânia pode ganhar na linha da frente, o que é uma incompreensão da situação", criticou Orbán.