A iniciativa surge em resposta às recentes declarações do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, que apontam para um possível aumento das propinas, agravando ainda mais as dificuldades financeiras que os alunos enfrentam. O Movimento Associativo Estudantil considera inaceitável esta possibilidade e defende a gratuitidade do Ensino Superior como um direito fundamental.
O protesto conta com o apoio de diversas associações académicas e estudantis de todo o país, incluindo a AEFCSH, AEESTC, AEFBAUP, AEFPIE-UL, AEISPA, AEMAE, AEFLUL, AEFBAUL, AESAD, AAC, AAUAçores, AAUALG, AAUAv, AAUBI, AAUE, AAUL, AAUM, AAUMadeira e AAUTAD. Estas estruturas lançaram um apelo conjunto, apelando à adesão massiva dos estudantes.
"Sabemos que o caminho que este Governo nos traça é contrário aos nossos interesses e sabemos também que o combate a esta política se faz nas ruas e em unidade", destaca o apelo divulgado pelo movimento.
A manifestação do dia 24 de março promete ser um marco na luta estudantil, colocando em evidência a exigência de condições dignas para todos os estudantes e a rejeição de medidas que dificultem ainda mais o acesso e a permanência no Ensino Superior. A presença massiva dos estudantes será determinante para pressionar as entidades governamentais a recuar nas suas intenções de encarecer a educação pública em Portugal.