No caso arrendava a imigrantes sendo que Mafalda Guerra Livermore estava na autarquia desde dezembro passado.
Mafalda Guerra Livermore, militante do Chega, está de saída da Câmara Municipal de Lisboa (CML), depois de, na sexta-feira, ter sido conhecido que a funcionária autárquica arrendou várias casas em condições indignas a dezenas de pessoas, nomeadamente, imigrantes.
A notícia de que esta mulher de 35 anos tinha um "império" de habitações clandestinas destinadas a imigrantes foi avançada pela RTP, numa investigação emitida no programa "A Prova dos Factos."
Na sequência da exibição da reportagem, a emissora avançou que Livermore tinha sido exonerada, depois de colocar o seu lugar à disposição ao vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis.
Explica a emissora que o executivo municipal considerou haver "uma quebra de confiança institucional", e a exoneração aconteceu de forma imediata.
Mas nao ha prisao?
De acordo com o que é explicado pela RTP, algumas destas casas não chegam sequer a dez metros quadrados.
O valor médio das rendas ronda os 600 euros e são pagas a uma amiga de Livermore, a também militante do Chega Sílvia Paixão.
Ah esta cheganice!
Mais uma para ser presa?
Livermore disse que alguns dos imóveis tinham sido passados a outras pessoas que gerem os espaços, referindo que não tem dados sobre os inquilinos.
Livermore ocupava, até agora, o cargo de vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais - desde dezembro do ano passado.
Agora, está a ser investigada pelo Ministério Público (MP) em dois inquéritos.
Mas, para além de estar a ser investigada pelo MP, esta mulher foi também alvo de queixas na Ordem dos Advogados.
De acordo com o que é explicado, em causa está a alegada prática dos crimes de usurpação de funções e de procuradoria ilícita. Isto porque, apresentando-se como criminologista especialista em casos de violência doméstica, Mafalda Guerra Livermore terá prestado aconselhamento jurídico sem ser advogada, lesando assim várias pessoas.
Já em dezembro, aquando a sua passagem para a gestão dos serviços sociais da autarquia, a nomeação foi notícia.
O vereador do Chega em Lisboa, Nuno Mascarenhas, de quem Livermore é próxima, disse na altura ao Correio da Manhã que a escolha significava que "já não há linhas vermelhas" ao partido na autarquia de Lisboa. O presidente da autarquia, Carlos Moedas, falou em "competência.", ..?
E Moedas continua a ser presidente da CMLisboa?