Vem Luis Neves dizer em fins de abril e depois de um primeiro grande incêndio que esta é a "primeira vez que estruturas que estão vocacionadas para o combate estão a trabalhar meses antes, na antecipação"

Ah parece que Luis Neves é o  ministro da Administração Interna e por tal fez esta quarta-feira um apelo "muito sério" aos portugueses para que se preparem para um "verão terrível" e colaborem, desde já, na limpeza de terrenos e áreas florestais para minimizarem o risco de incêndio.

“O verão vai ser terrível, pode ser muito difícil, há fatores novos, extraordinários, negativos, ( quais?). e, por isso, eu peço, em nome de todos, que cada um possa fazer o seu trabalho. O tempo de preparação, de limpeza, de identificação de dificuldades é agora, este é o momento oportuno", disse Luís Neves.

O governante falava aos jornalistas no final da inauguração da sede do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, na Guarda

Sempre uma inauguração a fazer para os media…

"Devido às chuvas, temos mais mato para limpar, há mais combustível com milhões de árvores caídas e temos algumas estradas ainda obstruídas. Vamos ter muitas dificuldades no verão", alertou.

"Limpem em redor das casas, em redor das edificações e, sobretudo, que nos sinalizem aquilo que é necessário fazer. Nós, como sabem, não podemos entrar nas propriedades privadas para fazer o trabalho que gostaríamos de fazer, que é a limpeza", afirmou.

Foi recentemente aprovada a legislação que "dá alguma margem de manobra, mas a propriedade privada, um direito constitucionalmente consagrado, tem de ser respeitada, pelo que se está a trabalhar no sentido de minimizar essa situação"…. E portanto a propriedade privada sobrepoe-se ao direito publico?

O ministro da Administração Interna insistiu que "é preciso cortar, limpar, desobstruir"para que, quando chegar o momento mais crítico, se poder ter esta antecipação.

Disse ainda que este ano há mais meios disponíveis para o combate aos incêndios e que a Proteção Civil está a contar com "um apoio absolutamente singular, e que virá para ficar, das Forças Armadas, sobretudo nos equipamentos pesados".

"Inestimável e inigualável" tem sido também a colaboração dos municípios e das Juntas de Freguesia, acrescentou.

O governante assinalou que "é a primeira vez que estruturas que estão vocacionadas para o combate estão a trabalhar meses antes, na antecipação".

"O trabalho de proteção civil, a questão dos incêndios, é um combate de todos. Todos têm de estar alertas, todos têm de contribuir, todos têm de limpar e identificar aquilo que pode ser complicado para a esfera do combate", acentuou.