Lembramos que o  governo da Venezuela condenou duramente as declarações feitas pelo presidente dos EUA Trump, que ameaçou impor um bloqueio naval e militar ao país como forma de pressionar pela entrega de seus recursos naturais no exemplo máximo da pirataria à seculo XXI.

Num  comunicado oficial, o Executivo venezuelano classificou a postura como “imprudente e grave”, tratando-se de uma ameaça direta à soberania nacional e à ordem jurídica internacional.

No mesmo comunicado denuncia-se que as declarações foram feitas por Trump nas  suas redes sociais e representam, segundo Caracas, uma tentativa “absolutamente irracional” de impor um bloqueio com o objetivo de “roubar as riquezas do país”. As informações foram divulgadas originalmente pela emissora Telesur, com base em comunicado oficial do governo venezuelano.

Diz o  texto que Trump teria presumido que “o petróleo, as terras e as riquezas minerais da Venezuela lhe pertenciam”, exigindo a devolução imediata desses ativos.

Para o governo venezuelano, essa atitude configura uma violação do direito internacional, do livre comércio e da liberdade de navegação, princípios consagrados em tratados multilaterais e na Carta das Nações Unidas.

Diante do que classificou como “ameaças grotescas”, o governo anunciou que levará o caso formalmente à Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o comunicado, o embaixador da Venezuela junto à ONU, Samuel Moncada, será responsável por apresentar a denúncia, caracterizando a iniciativa estadunidense como uma “grave violação do Direito Internacional”, em estrita observância às normas da ONU.

O Executivo venezuelano reafirma que exerce plenamente sua soberania sobre todos os seus recursos naturais e sobre o direito à livre navegação no Mar do Caribe e nos oceanos do mundo. “A Venezuela, no pleno exercício do Direito Internacional que nos protege, nossa Constituição e as leis da República, reafirma sua soberania sobre todos os seus recursos naturais, bem como o direito à livre navegação e ao livre comércio”, afirma o texto oficial.

O comunicado apela apelo ao povo dos EUA e à comunidade internacional para que rejeitem a ameaça, absurda, “extravagante”, e que, segundo o governo, revela “as verdadeiras intenções de Donald Trump de roubar as riquezas do país”.

O comunicado cita literalmente uma das publicações do presidente norte-americano, na qual ele declarou: “até que todo o petróleo, terras e outros bens que nos foram roubados sejam devolvidos aos Estados Unidos”.

O  governo bolivariano sustenta que essa postura confirma uma intenção histórica de apropriação dos recursos venezuelanos por meio de “gigantescas campanhas de mentiras e manipulação”.

O texto reforça ainda que “a Venezuela nunca mais será colonia de nenhum império ou potência estrangeira” e que o país seguirá, junto com seu povo, “o caminho da construção da prosperidade e da defesa irrestrita de nossa independência e soberania”.

A declaração termina a lembrar as palavras de Simón Bolívar: “felizmente, alguns homens livres conseguiram derrotar impérios poderosos”.

E nao esqueçamos o pastor luterano alemão Martin Niemöller

O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos cita o seguinte texto como uma das muitas versões poéticas do discurso,

Primeiro eles vieram buscar os socialistas, e eu fiquei calado — porque não era socialista.

Então, vieram buscar os sindicalistas, e eu fiquei calado — porque não era sindicalista.

Em seguida, vieram buscar os judeus, e eu fiquei calado — porque não era judeu.

Foi então que eles vieram me buscar, e já não havia mais ninguém para me defender.