À sueca a  conclusão é clara no mais recente European Payment Report 2026, da Intrum, a que o JN teve acesso.

Quem é a Intrum? É uma empresa sediada em Estocolmo, Suécia, e atua no setor de serviços de gestão de crédito, ou seja, ajuda as empresas a receberem os

seus pagamentos.  Está cotada na bolsa Nasdaq Stockholm.

O que é o European Payment Report?

Baseia-se nas respostas de 8385 empresas em 20 paise europeus, oferecen do uma visão sobre a gestão de pagamentos. Visivelmente a realidade sueca nada tem a ver com a realidade portuguesa onde o pior pagador continua a ser o Estado.

Assim em  2025, o prazo médio de pagamento (PMP) do setor público em Portugal agravou-se para cerca de 73 dias, indo bem para alem  do limite legal de 60 dias e da média europeia.

O setor da saúde é frequentemente um dos mais lentos. As empresas portuguesas também pagam acima da média da UE. 

O prazo médio de pagamento entre empresas estabilizou nos 60 dias.

Portugal encontra-se entre os países com prazos mais elevados, com o estado a ser dos mais demorados na Europa.

Numa ja velha conversata as regras aprovadas em abril de 2026 dizem que mais uma vez vao reduzir os prazos de pagamentos em atraso do Estado para 30 ou 60 dias alinhando-se com diretrizes europeias para acelerar liquidações e aplicar penalizações.

Assim os prazos legais para considerar um pagamento em atraso passam de 90 para 30 ou 60 dias e a revisão legislativa introduz penalizações mais rigorosas por atrasos e altera a definição de "fundos disponíveis".

O SNS tem registado valores elevados de dívida em atraso, atingindo valores superiores a 600 milhões de euros em meses recentes. Neste contexto o crescimento das empresas ha largas fezenas de anos que estão a ser sufocadas pela falta de liquidez provocada por atrasos generalizados nos pagamentos.

60% das empresas portuguesas admitem pagar tarde aos fornecedores na verdade porque recebem tarde.

Em Portugal, 10,27% das receitas empresariais são recebidas fora de prazo, ultrapassando o limiar considerado sustentável.

Na Europa, o valor médio é ainda superior e situa-se nos 12%.

O resultado é u m efeito dominó que atravessa cadeias de abastecimento inteiras.

Por isso tambem e dada a crise 45% das empresas admite crescimento nulo e 57.% das empresas europeias falhou objetivos devido a atrasos nos pagamentos

53% antecipam aumento de risco de incumprimento a 12 meses 64% têm como prioridade o crescimento em 2026