Com esta decisão, quatro unidades que já estiveram sob PPP — Braga, Loures, Amadora-Sintra e Vila Franca de Xira — voltam a esse regime. A novidade está no Garcia de Orta, que pela primeira vez será entregue à administração privada.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, cuja permanência no cargo tem sido alvo de sucessivas críticas, parece decidida a avançar com esta medida, independentemente da contestação. Para muitos, este movimento não passa de uma tentativa de assegurar futuras oportunidades para os chamados “boys” do poder.
O impacto vai além dos hospitais. Com este modelo, as Unidades Locais de Saúde (ULS) associadas a estes hospitais também passarão para a alçada das PPP, o que significa uma gestão privada estendida aos centros de saúde dessas regiões.
A decisão levanta fortes questões sobre o futuro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), já fragilizado por anos de subfinanciamento e dificuldades na fixação de profissionais. Enquanto os interesses imobiliários parecem ter esmorecido, agora é a saúde que se transforma no novo campo de batalha de um Governo que parece mais preocupado em legar negócios do que soluções para o país.
O que será do SNS após esta mudança? Para já, fica a certeza: o sonho do betão deu lugar ao sonho da seringa, mas o país continua a precisar de algo que escasseia — paz e estabilidade na saúde.
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